ONU condena assassinato de ex-integrante das Farc
BR

25 outubro 2019

Em nota, Missão de Verificação das Nações Unidas, no país, enviou condolências à família de Alexander Parra Uribe, conhecido como Rodolfo Fierro, na ex-Área Territorial para Treinamento e Reintegração em Mesetas, no departamento de Meta; espaço é dedicado ao retorno dos guerrilheiros à vida civil.

O assassinato de um ex-combatente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Farc, foi condenado pela Missão de Verificação da ONU no país.

De acordo com a mídia local, Alexander Parra Uribe ou Rodolfo Fierro, foi morto por homens armados em Mesetas, no departamento de Meta. O local é designado como uma ex-Área Territorial para Treinamento e Reintegração.

Projeto de Turismo

Em nota, a Missão afirmou que rejeita “profundamente” o assassinato assim como o aumento no número de mortes de outros integrantes das Farc, desde a assinatura de acordo de paz entre o grupo guerrilheiro e o Governo da Colômbia.

Até agora, já morreram 158 ex-integrantes das Farc.

A Missão de Verificação da ONU expressou condolências à família de Parra Uribe e aos membros da comunidade.

Parra Uribe foi comandante do movimento e era o delegado da Farc no Conselho do Departamento para Reintegração em Meta, além de ser coordenador do projeto de turismo “Ambientes para a Paz” que é apoiado pela cooperação internacional.

Durante a visita do secretário-geral da ONU, António Guterres, à Colômbia em janeiro de 2018, Parra Uribe chegou a apresentar o projeto ao chefe das Nações Unidas.

Candidata

A Missão afirmou que ele era conhecido pelo compromisso com o processo de paz e que desempenhava um papel ativo na promoção da reintegração dos ex-combatentes à vida civil.

Para Uribe, ele foi assassinado na presença da mulher, Luz Marina Giraldo, que é candidata nas eleições municipais de Meseta pelo partido Farc.

A Missão da ONU na Colômbia lembra que este é o primeiro caso de um assassinato dentro da zona de reintegração, que conta com proteção policial.

Para a Missão é preciso investigar o crime e dar uma resposta rápida das instituições nacionais que não devem poupar esforços para implementar medidas de segurança e consolidar a proteção de ex-integrantes das Farc.

 

 

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