Unicef e parceiros lançam programa de acesso à educação na Somalilândia
BR

13 julho 2019

Mais da metade das crianças na Somalilândia estão fora da escola na região administrativa semiautônoma da Somália; programa terá duração de três anos; orçamento total é de US$ 64 milhões.

O acesso à educação na Somalilândia é extremamente limitado, com mais de 50% das crianças fora da escola. Em um esforço para resolver o problema, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, fez uma parceria com o governo dessa região administrativa semiautônoma da Somália e com o fundo global a ‘Educação Não Pode Esperar’. 

O objetivo é lançar um programa destinado a ajudar crianças afetadas pelas crises que ocorrem na Somalilândia. A seca, a insegurança alimentar, a pobreza e a desigualdade são alguns dos desafios que dificultam os esforços que buscam colocar mais crianças e jovens nas escolas. 

Perspectivas de educação para as crianças nas zonas rurais e as pessoas em idade escolar deslocadas internamente na Somalilândia são particularmente baixas. , by Foto: Irin/Mohamed Amin Jibril

Educação

As perspectivas de educação para as crianças nas zonas rurais e os deslocados internos em idade escolar na Somalilândia são particularmente baixas. Apenas 26% das crianças das comunidades rurais e 16% dos menores deslocados estão matriculados em escolas primárias.

O programa, que terá duração de três anos, tem um orçamento de US$ 64 milhões, com um capital inicial de US$ 6,7 milhões fornecido pelo Educação Não Pode Esperar. Os US$ 57,3 milhões restantes estão sendo arrecadados de doadores adicionais. 

A expectativa é de que a iniciativa forneça educação a mais de 54 mil crianças.

Unicef

Em comunicado divulgado pelo Unicef, a agência explicou que a meta é "alcançar melhores resultados de aprendizagem para crianças em idade escolar que são afetadas por emergências”. Para isso, o programa busca aumentar o acesso à educação de qualidade, inclusiva, sensível ao gênero, sustentável e propícia às crianças.

A diretora de Educação do fundo global, Yasmine Sherif, disse que é “inaceitável que uma em cada duas crianças na Somalilândia não tenha a oportunidade de ter uma educação.”

De acordo com o Unicef, a educação é um “pilar central” da estabilidade de longo prazo e dos planos de crescimento socioeconômico do governo da Somalilândia, que “reconhece que o crescimento econômico do país está correlacionado com a proporção de pessoas com acesso à educação."

Fundo Global

A Educação Não Pode Esperar é o fundo global para a educação em emergências e crises prolongadas. Ele é administrado sob as regras e regulamentos do Unicef.

A agência da ONU diz estar empenhada em trabalhar com o Ministério da Educação e Ciência da Somalilândia para fortalecer a resiliência das crianças através da educação, fornecendo assistência técnica, projetos-piloto e fortalecimento geral do sistema.
 

 

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