Organização Pan-Americana da Saúde lança guia da doença de Chagas
BR

9 janeiro 2019

Cerca de 65 milhões de pessoas que vivem em 21 países das Américas correm o risco de contrair a doença de Chagas; novo guia fornece procedimentos mais claros e padronizados

A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, publicou um novo Guia para Diagnóstico e Tratamento da Doença de Chagas para melhorar a identificação e o tratamento.

Segundo a agência, cerca de 65 milhões de pessoas que vivem em 21 países das Américas correm o risco de contrair a doença de Chagas, uma infecção parasitária que atinge cerca de 12 mil indivíduos na região todos os anos.

Atualmente, 18 países das Américas conseguiram interromper a transmissão vetorial domiciliar da doença de Chagas. Foto: Opas/OMS Joshua E. Cogan

Novo Guia

O novo guia fornece procedimentos mais claros e padronizados para melhorar o atendimento e tratamento para cada pessoa infectada, com o objetivo de contribuir para uma melhor saúde de pacientes e comunidades.

Desenvolvido por especialistas da área de Saúde, o novo guia fornece uma síntese das informações atualmente conhecidas e publicadas sobre o assunto. Neste momento, está disponível apenas em espanhol.

Brasil

De acordo com a Opas, o controle do transmissor da doença tem sido eficaz na eliminação de vetores em seis países e no estado de São Paulo no Brasil.

Atualmente, 18 países das Américas conseguiram interromper a transmissão vetorial domiciliar da doença de Chagas em nível nacional ou em parte de seu território, onde a doença é endêmica.

Doença de Chagas

A doença de Chagas, ou tripanossomíase americana, é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, e pode ser transmitida por insetos, através de transfusões de sangue, de mãe para filho durante a gravidez ou o parto, e por alimentos.

Mais de 6 milhões de pessoas nas Américas vivem com Chagas, a maioria delas não sabe que está infectada. Estima-se que 28 mil novos casos resultem a cada ano da transmissão vetorial.

Além desse significativo impacto negativo na saúde pública nas Américas, a doença também tem o potencial de se espalhar para outros continentes por meio de transmissão congênita e transfusões de sangue.

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