Ban pede restauração institucional após renúncia de líderes centro-africanos

10 janeiro 2014

Saída do poder do presidente interino e primeiro-ministro foi anunciada na cimeira regional de 10 chefes de Estado no Chade; Secretário-Geral quer políticos a trabalhar para restaurar a segurança e a ordem públicas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas destacou a expectativa de uma breve restauração das instituições da República Centro-Africana, após a renúncia do presidente interino e do primeiro-ministro nesta sexta-feira.

Falando a jornalistas, em Nova Iorque, Ban Ki-moon disse que mesmo com as limitações no país, a organização vai continuar a prestar assistência humanitária. A situação foi considerada pelo responsável “muito difícil e extrema.”

Governo Funcional

O chefe da ONU disse “esperar, sinceramente, que haja uma rápida restauração das instituições.” Após lamentar a não existência de um governo funcional, explicou que a situação limita à comunidade internacional e às Nações Unidas.

Após confirmar que teve conhecimento da decisão, pediu a todos os atores políticos do país que trabalhem urgentemente para restaurar a segurança e a ordem públicas, além de resolver as causas profundas da instabilidade.

Decisão Própria

Ban disse que a decisão de renúncia do presidente interino, Michel Djotodia, e do primeiro-ministro, Nicolas Tiangaye, foi própria após discussões com países da região na capital chadiana, N'Djamena.

A situação do país foi considerada uma fonte de grande preocupação para a comunidade internacional.

Mais Tropas

Ban disse que a situação centro-africana tem agravado, apesar da autorização do Conselho de Segurança para o envio da Missão de Apoio Internacional ao país liderada pelos Africanos, Misca, e a presença das tropas francesas.

O Secretário-Geral recordou que o limite de 6 mil homens, previsto pelo mandato do órgão, ainda não foi preenchido. A União Africana foi exortada a acelerar a plena implantação dos soldados no país.

Direitos Humanos

Ban também chamou a atenção para a gravidade das violações dos direitos humanos, tendo anunciado que será reforçada a equipa da ONU que deve lidar com a questão.

O conflito centro-africano já afetou quase metade da população do país, ou cerca de 2 milhões de pessoas e provocou 1 milhão de deslocados. Em nome das Nações Unidas, Ban reafirmou o empenho para ajudar a nação a sair da crise e a construir a paz.

 

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