Unicef fala de “caos e violência” sobre crianças centro-africanas

20 setembro 2013

Agência responsabiliza exército e rebeldes pelo aumento do recrutamento de crianças-soldado de ambos os sexos; cerca de 750 mil menores expostos à contaminação com sarampo, que está a afetar todo o país.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Cerca de 3,5 mil crianças foram recrutadas por vários grupos armados na República Centro Africana. A informação foi dada, nesta sexta-feira, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

A agência revela que desde o início da instabilidade no país, em dezembro, “tanto o governo como os rebeldes têm estado a recrutar ativamente crianças de ambos os sexos para servir como soldados.” Antes da crise, 2 mil menores estavam envolvidos nas ações dos grupos.

Campos

A agência lembra que o recrutamento de crianças-soldado é um crime de guerra, destacando esforços junto dos vários grupos militares e armados para ter acesso aos campos militares com vista a libertar os menores.

O Unicef registou o agravamento do acesso das crianças aos serviços de saúde, aliado ao aumento da ameaça de casamentos prematuros para as meninas. O fator é considerado responsável pelo aumento dos casos sintomáticos de angústia psicossocial.

Saúde 

Além disso, há um surto de sarampo que abrange quase todo o país, devido aos problemas verificados nos serviços de vacinação de rotina. A partir de 30 de setembro, a agência leva a cabo uma campanha de vacinação contra a doença para mais de 750 mil crianças expostas ao risco de contaminação.

Pelo menos 60% das escolas ainda estão encerradas devido à violência e à ausência de professores. O sul do país, apesar de não ter sido atingido pelo conflito, tem um em cada cinco pontos de água avariado sem qualquer capacidade para reparação. 

Alimentação

O ressurgimento de confrontos é um fator apontado para a vulnerabilidade das famílias e comunidades em situação de risco de insegurança alimentar na República Centro-Africana. 

O Programa Mundial da Alimentação estima em meio milhão de pessoas que devem precisar de ajuda alimentar imediata. A agência alerta para a tendência do aumento devido à interrupção da época de plantio como resultado do conflito e dos deslocamentos.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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