ONU lamenta número recorde de funcionários mortos em ação em 2021
BR

22 junho 2022

Secretário-geral das Nações Unidas homenageou os 485 servidores que morreram no último ano; desde sua fundação, a ONU já perdeu mais de 3,5 mil funcionários em serviço.

As Nações Unidas organizaram nesta quarta-feira o Memorial Anual para honrar os funcionários que perderam suas vidas ano passado, enquanto trabalhavam para a organização. O secretário-geral da ONU, António Guterres, falou na cerimônia e destacou que no período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2021 aconteceu o maior número de mortes de servidores em um ano. 

Número recorde de perdas

Ao total, 485 funcionários das Nações Unidas morreram, sendo 414 civis. O chefe da organização adicionou que eles eram de 104 nações de todos os cantos do mundo. Guterres destacou que essas pessoas “trabalharam para fazer a diferença". Em nome dos servidores, o secretário-geral prometeu continuar com a “mesma dedicação e coragem que definiram seu trabalho”. Ele acrescentou que espera que “a memória deles seja uma bênção e uma inspiração para todos nós”. Segundo a ONU, desde sua fundação, mais de 3,5 mil homens e mulheres perderam a vida enquanto serviam à entidade.

Histórico

Ole Bakke, norueguês servindo na Palestina, foi o primeiro, morto a tiros em julho de 1948. Dois meses depois, Folke Bernadotte da Suécia, mediador da ONU na Palestina, foi o segundo. O secretário-geral Dag Hammarskjöld, junto com outros 15 pessoas, morreu em um acidente de avião na antiga Rodésia, atual Zâmbia, em 1961. Três décadas depois, o número e a escala crescentes de missões de paz da ONU colocam muitos funcionários em risco. Mais vidas foram perdidas durante a década de 1990 do que nas quatro décadas anteriores combinadas. Mais recentemente, a própria ONU se tornou um alvo: suas instalações foram atacadas em Bagdá em 2003, Argel em 2007 e Cabul em 2009. O atentado em Bagdá levou a perda do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, quando servia como alto comissário para os direitos humanos. De 2013 a 2017, um aumento consistente nas mortes de soldados da paz devido a atos violentos resultou em 195 mortes.

 

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