OMS reforça que grávidas devem receber vacina contra a Covid-19
BR

15 fevereiro 2022

Agência da ONU atualizou lista de imunizantes indicados para mulheres que esperam bebês e confirma eficácia e segurança das vacinas Coronavac, Bharat Biotech e Novavax; Brasil é citado no documento como exemplo positivo por ter vacinado mais de 1 milhão de grávidas sem que fosse identificada nenhuma preocupação de segurança.  

A Organização Mundial da Saúde, OMS, atualizou nesta terça-feira as recomendações sobre a vacinação contra a Covid-19 para mulheres grávidas. A agência da ONU confirma que os seguintes imunizantes são seguros para gestantes: Pfizer, Moderna, AstraZeneca, Janssen, Sinopharm, Sinovac-Coronavac, Bharat Biotech e Novavax.  

Segundo a OMS, vários estudos indicam que as grávidas com Covid-19 têm mais chances de desenvolver formas severas da doença na comparação com mulheres que não estão grávidas. Isto significa que grávidas têm maior risco de serem internadas ou até mesmo de serem entubadas, além da possibilidade de partos prematuros ou dos bebês precisarem de cuidados intensivos logo após o nascimento.  

Brasil  

A agência da ONU reforça que todas as grávidas podem ser vacinadas contra a Covid-19 e que os benefícios da imunização são superiores do que prováveis riscos. A OMS destaca, inclusive, que mulheres grávidas acima de 35 anos, ou que estão acima do peso ou ainda as que têm alguma condição de saúde, como diabetes ou hipertensão têm ainda riscos muito maiores de desenvolver formas severas de Covid-19. 

Jovem grávida recebe aconselhamento na RD Congo.
Foto: © UNICEF/Frank Dejongh
Jovem grávida recebe aconselhamento na RD Congo.

O novo documento divulgado pela agência destaca o Brasil como um exemplo positivo: mais de 1 milhão de brasileiras foram vacinadas no país durante a gravidez até fevereiro desde ano. 

A maioria recebeu a vacina da Pfizer-BioNTech, mas 296 mil receberam o imunizante Sinovac-Coronavac e mais de 60 mil tomaram a vacina da AstraZeneca. A agência da ONU garante que até o momento, “não foi identificada nenhuma preocupação de segurança específica na gravidez”.  

Já nos Estados Unidos, quase 200 mil grávidas foram monitoradas após serem vacinadas contra a Covid-19 e não foram registradas nenhum sintoma adverso durante a gestação associado ao imunizante.  

A OMS explica que as vacinas disponíveis “não podem causar infecção nem nas gestantes nem nos bebês”. A agência recomenda a proteção também para as mulheres que estão tentando engravidar e existem evidências que confirmam não existir impactos na fertilização.  

 

 

 

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