Mundo registra mais de 200 milhões de casos de Covid-19
BR

10 agosto 2021

Secretário-geral da ONU pede para ninguém baixar a guarda, especialmente com novas variantes; OMS lembra que não existe nenhuma evidência científica que comprove necessidade de uma terceira dose da vacina.  

O total de casos registrados de Covid-19 ultrapassou os 200 milhões. Com o marco, o secretário-geral das Nações Unidas aproveitou para pedir a todas as pessoas para não baixarem a guarda em face a novas variantes do coronavírus. 

Nesta terça-feira, António Guterres destacou também que a distribuição desigual de vacinas é “inaceitável”. Enquanto alguns países desenvolvidos já têm 70% da população coberta, outras regiões do mundo sofrem.  Na África, o índice é menor do que 2%. 

 

Funcionária de saúde prepara vacina contra Covid-19 no Brasil
Opas/Karina Zambrana
Funcionária de saúde prepara vacina contra Covid-19 no Brasil

Brasil  

O chefe da ONU lembrou a importância de todos manterem os esforços para se protegerem, preservar entes queridos e todos ao redor. Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, o coronavírus já matou mais de 4,2 milhões.  

O Brasil é o segundo país com mais óbitos por Covid, mais de 562 mil, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que ultrapassou 611 mil mortes.  

A agência da ONU continua lembrando a importância da vigilância, dos testes de Covid-19 e de ampliar a vacinação.  

A diretora-assistente da OMS para Acesso a Medicamentos e Vacinas, explicou, em Genebra, que a agência tem a expectativa de solucionar o problema da distribuição de vacinas até o fim deste ano. 

Mariângela Simão é diretora-geral assistente para Acesso a Medicamentos, Vacinas e Produtos Farmacêuticos da OMS
UNAIDS
Mariângela Simão é diretora-geral assistente para Acesso a Medicamentos, Vacinas e Produtos Farmacêuticos da OMS

Terceira dose 

Mariângela Simão destacou que a OMS está trabalhando para ampliar a produção de vacinas a nível local e garantir que mais países tenham a tecnologia necessária para fabricar os imunizantes. 

Segundo a médica brasileira, não existe ainda nenhuma comprovação científica de que uma terceira dose da vacina é necessária para a imunidade.  

Mariângela Simão lembra que os países de renda alta que começarem a aplicar a terceira dose estarão tirando a chance de pessoas vulneráveis receberem a primeira dose em nações onde os planos de imunização estão mais atrasados.  

Para ela, este é o dilema ético do momento.  

 

 

 

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