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Até 180 mil profissionais de saúde podem ter morrido de Covid-19 BR

Profissionais de saúde usando equipamentos de proteção individual preparam vacinas contra a COVID-19 em um local de vacinação em Las Piñas, cidade de Caloocan.
Foto: ADB/Eric Sales Vacinas de Covid-19 são preparadas nas Filipinas.

Até 180 mil profissionais de saúde podem ter morrido de Covid-19

Saúde

Projeção da Organização Mundial da Saúde aponta que número mais baixo pode ter sido 80 mil médicos e enfermeiros vítimas da pandemia entre janeiro de 2020 e maio deste ano; entidade faz um apelo urgente por ação concreta para proteger esses profissionais.  

Entre 80 mil e 180 mil profissionais de saúde podem ter morrido de Covid-19 entre janeiro de 2020 e maio deste ano, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS. A agência está fazendo um apelo urgente por ações concretas para uma melhor proteção dos trabalhadores do setor em todo o mundo.  

O cálculo é baseado numa análise de 3,45 milhões de mortes por coronavírus, mas a OMS acredita que o total pode ser 60% menor do que o número real de vítimas. O diretor-geral da agência da ONU declarou, em Genebra, que “a espinha dorsal de qualquer sistema de saúde são os seus funcionários”. 

Esgotamento e ansiedade  

Três voluntários da Cruz Vermelha, com equipamentos de proteção, preparam-se para procedimentos de sepultamento seguros durante uma resposta ao Ebola na República Democrática do Congo.
ONU/Martine Perret Profissionais de saúde se mobilizaram rapidamente para rastrear o vírus e prevenir novas infecções

Tedros Ghebreyesus destaca que a Covid-19 é uma “demonstração poderosa de como todos nós dependemos desses homens e dessas mulheres, e como todos nós ficamos vulneráveis quando as pessoas que trabalham para proteger a nossa saúde acabam ficando desprotegidas.”  

A OMS e parceiros destacam que além da preocupação com as mortes pelo coronavírus, uma proporção cada vez maior de médicos e enfermeiros sofre de stress, ansiedade, esgotamento e fadiga. Por isso, o pedido é para que líderes e legisladores garantam acesso igualitário às vacinas.  

Compromisso do G-20 

Uma profissional de saúde de jaleco branco dilui uma vacina contra a COVID-19 em uma seringa. Outra pessoa usando hijab e máscara facial é visível ao fundo.
UNICEF/Bashir Ahmed Sujan Distribuição dos imunizantes contra Covid-19 permanece desigual

Em média, dois entre cinco profissionais de saúde estão totalmente vacinados contra o coronavírus, mas existem muitas diferentes entre as regiões.  

Na África, por exemplo, um entre 10 trabalhadores do setor receberam doses completas da vacina, enquanto nos países de renda alta, 80% da força de trabalho da saúde está imunizada.  

A partir de 30 de outubro, os líderes do G-20 estarão reunidos em Roma e até lá, a OMS calcula que serão produzidas 500 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Esse total é suficiente para inocular 40% da população de todos os países do mundo até o fim do ano.  

O ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown e atual embaixador da OMS para Financiamento da Saúde Global, declarou que será uma “catástrofe moral de proporções históricas” se o G-20 não agir com rapidez para a vacinação universal. 

As 20 maiores economias do mundo prometerem doar 1,2 bilhão de doses de vacinas para o mecanismo Covax. Segundo a OMS, apenas 150 milhões de unidades foram entregues.