Guiné-Bissau quer garantia de acesso rápido e equitativo às vacinas aos países frágeis

22 setembro 2021

O presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, destacou esta quarta-feira que é preciso “renovada esperança” para que os países possam enfrentar dificuldades em tempos de recuperação pandêmica. 

Falando na 76ª sessão da Assembleia Geral, o líder guineense destacou que é preciso apoiar as nações mais vulneráveis a promover e a garantir um acesso acelerado e justo aos imunizantes contra a Covid-19. 

Escola em Guiné-Bissau, membro da Cooperação Sul-Sul
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Escola em Guiné-Bissau, membro da Cooperação Sul-Sul

Nova esperança  

“Só assim poderemos trabalhar melhor na implementação da agenda 2030, destinada a promover o desenvolvimento humano em todos os seus aspectos, promovendo, muito em particular, a igualdade de género e o respeito pelos Direitos Humanos. É preciso apoiar os mais vulneráveis, promover a criação de sistemas de saúde adequados e garantir a todos os países, sem distinção, um acesso rápido e equitativo às vacinas.” 

Embaló destacou que seu país está hoje dedicado a construir a paz e  a  estabelecer melhores condições para o seu povo colaborando com entidades regionais. 

“Guiné-Bissau que, durante vários anos, foi apoiada pela comunidade internacional, em particular pelas Nações Unidas, a Cedeao, a Cplp e a União Africana, está hoje empenhada na realização concreta de objetivos endógenos, tais como a consolidação da paz no  país e a criação de melhores condições de vida para a sua população, dando  uma renovada esperança à sociedade guineense.  

Paz 

Após o fim de mandato do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Uniogbis, Embaló destacou que “hoje estão sendo assumidas as principais responsabilidades inerentes a um Estado garantido a estabilidade política inerente a um país.” 

O discurso ressaltou ainda o impacto das mudanças climáticas nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, Sids. Nesse sentido, o país elaborou planos de administração a médio e longo prazos para  conter o fenômeno que Embaló considera uma “realidade irrefutável.”  

A Guiné-Bissau conta agora com 26% de regiões terrestres e marinhas protegidas depois do alargamento do sistema nacional que lida com a questão . 

Em relação ao engajamento com a comunidade internacional, o presidente guineense disse que o país partilha o compromisso de trabalhar com parceiros de nações desenvolvidas e todo o mundo. 

Covid-19 

Terras protegidasA meta é encontrar “soluções inovadoras, inclusivas e viáveis” diante de   desafios da pandemia e construir um mundo mais solidário e fraterno. 

Em tempo de recuperação da Covid-19, o presidente guineense disse ainda que em conjunto o mundo é capaz de “dar motivos de renovada esperança.” 

A expectativa com uma revitalização do Sistema das Nações Unidas é que esta reforma aconteça de uma forma global e abarque o Conselho de Segurança. 

A meta é trabalhar melhor na implementação da agenda 2030, destinada a promover o desenvolvimento humano em todos os seus aspectos “muito em particular, a igualdade de género e o respeito pelos Direitos Humanos.” 

 

 

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