Unicef faz apagão nas redes sociais para lembrar os 18 meses de crianças fora das escolas
BR

16 setembro 2021

Fundo das Nações Unidas para Infância pede que escolas sejam reabertas o mais breve o possível; agência lembra que 77 milhões de crianças não retornaram às salas de aula desde o começo da pandemia de Covid-19, há 18 meses.

O Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, está promovendo um apagão em suas redes sociais por 18 horas.

Desde o começo da pandemia de Covid-19, há 18 meses, crianças e adolescentes ficaram sem acesso à educação.

Cada hora que agência fica fora do ar, equivale a um mês em que jovens do mundo todo estão fora das salas de aula.

A intenção da campanha “Reopen Schools”, ou Reabra Escolas, é mandar uma mensagem para que instituições de ensino sejam reabertas com urgência em todo o mundo.

Estudantes usam máscara em escola em campo para refugiados na Cisjordânia
UNRWA/Kazem Abu Khalaf
Estudantes usam máscara em escola em campo para refugiados na Cisjordânia

Números

De acordo com o Unicef, as consequências da pandemia vêm gerando uma crise sem precedentes na educação mundial.

Um em cada três estudantes está sem acesso às aulas de forma remota há mais de um ano e meio.

Cerca de 77 milhões de estudantes estão com acesso limitado às instituições de ensino e conteúdo disciplinar.

A Unesco, Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, também apresenta dados sobre a situação.

A agência apurou que escolas reabriram totalmente em 117 países, levando mais de 500 milhões de crianças de volta à rotina pedagógica.

Em comparação com setembro de 2020, o número subiu em cerca de 20%, quando apenas 94 países haviam retomado às aulas presenciais.

Unicef faz apelo por reaburtura de todas as escolas que ainda estão fechadas devido à pandemia
© UNICEF/Pablo Schverdfinger
Unicef faz apelo por reaburtura de todas as escolas que ainda estão fechadas devido à pandemia

Vulnerabilidade

Uma das principais preocupações da Unicef é que, em lugares mais vulneráveis, jovens comecem a trabalhar precocemente e não sejam escolarizados.

Outros fatores pontuados pela agência pelo retorno às escolas, como risco alimentar e aumento nos níveis de ansiedade, também são destacados pela Organização Mundial da Saúde.

Precauções

Embora os dados mostrem que escolas não foram os principais atores na propagação de Covid-19, a Unicef lembra de cuidados que devem ser tomados no retorno às aulas.

Uso de máscaras, limpeza frequente de mãos e de superfícies, ventilação adequada, classes com menos alunos, turnos para o uso de áreas comuns e a priorização de professores na fila da vacinação são alguns deles.

 

 

 

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