Na Somália, vice-chefe da ONU incentiva participação das mulheres na política
BR

12 setembro 2021

Em visita a capital do país, Mogadíscio, Amina Mohammed citou eleições atuais e a taxa mínima de 30% para participação feminina; ela pediu um pleito pacífico e igualdade de gêneros. 

Com a aproximação da agenda eleitoral na Somália, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, fez apelo para eleições pacíficas e para o crescimento de mulheres em cargos eletivos. 

 

Durante a viagem oficial a vários países africanos, a vice-chefe da ONU está se reunindo com autoridades e representantes da sociedade civil. 
Mulheres e crianças em Kurtunwaarey, Somália
ONU/Tobin Jones
Mulheres e crianças em Kurtunwaarey, Somália

 

Inclusão 

 

Ela geral lembrou que, após o último pleito, em 2016, as mulheres ocuparam 24% das posições, na Somália. E reforça que é necessário subir para 30%, uma cota mínima para as eleições deste ano. 

As Nações Unidas e os outros parceiros internacionais da Somália concordaram em estabelecer esse percentual para assegurar um país mais incluso e um caminho mais promissor para a paz. 
 

A vice-secretária geral quer uma discussão sobre como a meta de 30% será alcançada nas eleições futuras. 

 
Amina Mohammed, vice-secretária-geral
ECA
Amina Mohammed, vice-secretária-geral

Participação das mulheres 

 

De acordo com Amina Mohammed, as mulheres têm que participar das eleições sem medo de violência, intimidação e discriminação.  

 

Ela reforça que a inclusão é necessária nas demais esferas sociais. 

 

Em sua mensagem, Mohammed mostrou preocupação com a situação das mulheres somalis, incluindo o nível de violência e insegurança, que tem impacto direto na participação da vida política. 

 

Tensões políticas  

 

Ao ser questionada sobre o desaparecimento de funcionária do governo somali, Ikram Tahlil Farah, a vice-secretária-geral afirma que o Estado de direito e acesso à justiça são cruciais para combater a violência e são direitos de todas as mulheres. 

 

Parceiros internacionais da Somália estão preocupados com o caso.  Os desdobramentos poderiam impactar o funcionamento do governo federal e o processo eleitoral. 

 

As organizações reforçaram que estão engajadas com diversos líderes do país querem  uma investigação séria sobre o desaparecimento de Farah e para que as eleições sejam concluídas. 

 

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