Canadá chega a 49,6º Celsius e moradores de vilarejo fogem após incêndios florestais
BR

2 julho 2021

Segundo Organização Meteorológica Mundial, OMM, Lytton enfrenta vários focos de fogo nas matas após recorde de temperatura; OMS lembra que ondas de calor causam insolação e exaustão; cuidados a crianças e a idosos devem ser redobrados e hidratação é essencial.

As temperaturas no Canadá atingiram 49,6 º Celsius, um novo recorde que foi registrado em Lytton, nesse 30 de junho. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, OMM, a onda de calor causou incêndios que destruíram a área, localizada na Colúmbia Britânica. 

Nesta sexta-feira, a porta-voz da OMM em Genebra explicou que a onda de calor está menos intensa. Mas Clare Nullis destaca que os danos aos animais, à vegetação e à qualidade do ar foram enormes.

O porta-voz da Organização Mundial da Saúde, OMS, lembrou que as altas temperaturas levam à exaustão e à insolação
Reprodução/OMM
O porta-voz da Organização Mundial da Saúde, OMS, lembrou que as altas temperaturas levam à exaustão e à insolação

Impactos à Saúde 

O forte calor também causa impactos ao corpo humano. O porta-voz da Organização Mundial da Saúde, OMS, lembrou que as altas temperaturas levam à exaustão e à insolação.

Tarik Jasarevic disse ser possível levar alguns dias até a pessoa sentir esses efeitos. Os cuidados devem ser redobrados, principalmente entre crianças e idosos: sair do calor e procurar um ambiente com temperaturas mais amenas e se hidratar bem são fundamentais. 

A quantidade de gelo, perdida anualmente, das geleiras da Antártida aumentou pelo menos seis vezes entre 1979 e 2017.
Serviço Meteorológico Nacional da Argentina
A quantidade de gelo, perdida anualmente, das geleiras da Antártida aumentou pelo menos seis vezes entre 1979 e 2017.

Antártida 

Um outro recorde foi reconhecido pela Organização Meteorológica Mundial na quinta-feira. A OMM confirma que a região da Antártida atingiu um pico de temperatura de 18,3 º Celsius. 

Este recorde foi medido na estação de Esperança, na Argentina, no dia 6 de fevereiro de 2020. Com isso, a OMM rejeitou uma temperatura ainda mais alta, de 20,75 º C que teria sido registrada na Antártida, também em fevereiro do ano passado, por uma estação de monitoramento no Brasil. 

Após uma investigação detalhada, a OMM concluiu que a estação da Ilha Seymour, operada por pesquisadores brasileiros, foi afetada por um “escudo de radiação que levou a um erro termal nos sensores de temperatura”. 
 

 

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