Termômetros ultrapassam 45,0° C em forte onda de calor nos EUA e Canadá 
BR

29 junho 2021

Organização Meteorológica Mundial, OMM, alerta para ameaças à saúde das pessoas que não estão acostumadas com temperaturas extremamente quentes; nesta segunda-feira, a cidade de Lytton, no Canadá, chegou a 47,9°C; leva deve permanecer pelos próximos dias no Hemisfério Norte. 

Uma onda de calor excepcional e perigosa está atingindo o noroeste dos Estados Unidos e o oeste do Canadá. A média da temperatura deve ser cerca de 45,0° C durante cinco dias ou mais, com noites extremamente quentes, em algumas partes, do Canadá, por exemplo, os ponteiros já ultrapassaram esta marca na segunda-feira. 

Em comunicado, a Organização Meteorológica Mundial, OMM, disse que “as temperaturas extremas representam uma grande ameaça à saúde das pessoas, à agricultura e ao meio ambiente porque a região não está acostumada com esse calor e muitos moradores não têm ar-condicionado.” 

Recordes 

Segundo a agência, as temperaturas devem causar mortes, mas muitas podem ser evitadas por alertas para que as pessoas se protejam. 

O porta-voz da Organização Mundial da Saúde, OMS, lembrou que as altas temperaturas levam à exaustão e à insolação
Reprodução/OMM
O porta-voz da Organização Mundial da Saúde, OMS, lembrou que as altas temperaturas levam à exaustão e à insolação

No Canadá, o recorde de temperatura de todos os tempos foi quebrado no domingo, com Lytton na Colúmbia Britânica registrando 46,6° C. Menos de 24 horas depois, a mesma Lytton superou esta marca ao atingir 47,9 ° C na segunda-feira.  

O meteorologista da organização Ambiente e Mudança Climática Canadá, Armel Castellan, disse que “Yukon e os Territórios do Noroeste registraram suas temperaturas mais altas de todos os tempos.” 

Segundo ele, “isso é perigoso e afeta as pessoas, por muitos dias, por causa da  desidratação” e outros efeitos. 

Nesse momento, as temperaturas mínimas durante a noite são maiores do que a média durante o dia no final de junho. Menos de 40% das casas têm ar-condicionado no litoral. Muitos moradores estão indo para bibliotecas e shoppings para encontrar algumas horas de refrigério. 

Estados Unidos 

Já nos Estados Unidos, Seattle, capital do estado de Washington, atingiu um recorde de 40° C no domingo. Mas na segunda-feira, os ponteiros bateram 41,7° C. A cidade de Portland, no Oregon, também quebrou o recorde duas vezes, com 42° C no sábado e 44,4° C no domingo. 

Outras partes do Hemisfério Norte vivem já condições excepcionais neste início de verão.  

Já no Norte da África, na Península Arábica, na Europa Oriental, no Irã e noroeste do continente indiano, as temperaturas máximas diárias ultrapassam 45° C em vários locais chegam aos 50º C no Deserto do Sahara. 

O mesmo acontece na Rússia Ocidental e áreas ao redor do Mar Cáspio. Em partes da região, incluindo Moscou, as temperaturas devem chegar a 30° C durante o dia, permanecendo acima de 20° C à noite. Nas áreas próximas ao Mar Cáspio, os termômetros apontam para mais de 40° C com média acima de 25° C à noite.  

Agência destaca que essa tendência indica que as futuras gerações poderão enfrentar impactos cada vez mais severos da mudança climática.
Photo: Shutterstock/Christian Kobierski/Unep
Agência destaca que essa tendência indica que as futuras gerações poderão enfrentar impactos cada vez mais severos da mudança climática.

Mudança climática 

Segundo a OMM, essas condições são típicas de um cenário de mudança climática induzida por seres humanos, com temperaturas globais já 1,2° C mais altas do que os níveis pré-industriais. 

As ondas de calor são mais frequentes e intensas à medida que as concentrações de gases do efeito estufa levam a um aumento nas temperaturas globais. Elas estão começando mais cedo e terminando mais tarde e afetando, cada vez mais, a saúde humana.  

Os riscos relacionados ao clima para a saúde, meios de subsistência, segurança alimentar, abastecimento de água, segurança humana e crescimento econômico devem aumentar com o aquecimento global de 1,5° C e subir ainda mais para 2° C.  

Limitar o aquecimento a 1,5° C em vez de 2° C pode resultar em 420 milhões de pessoas a menos expostas a ondas de calor severas. 

O Escritório Conjunto da OMM e da Organização Mundial da Saúde, OMS, sobre Clima e Saúde atua ativamente para proteger a saúde das pessoas contra esse grande perigo.   

 

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