Dez anos após desastre, mundo reflete sobre lições aprendidas com Fukushima  
BR

11 março 2021

Secretário-geral da ONU marcou data lembrando as 18,4 mil pessoas que morreram ou ainda estão desaparecidas no Japão; António Guterres também saudou conclusões de novo relatório, que indica que desastre em usina nuclear não está causando casos de câncer. 

Esta quinta-feira, 11 de março, marca o 10º aniversário do grande terremoto e tsunami em Fukushima, no leste do Japão. 

Em mensagem sobre a data, o secretário-geral, António Guterres, disse que este é “um dia solene em memória das 18,4 mil pessoas que morreram ou ainda estão desaparecidas” como resultado do desastre natural. 

Vítimas 

O chefe da ONU também enviou suas condolências para todos os que continuam sofrendo com a perda de entes queridos.  

Ele lembrou as pessoas que continuam deslocadas, incapazes de retornar para suas casas por causa de preocupações com a segurança em torno da usina nuclear destruída de Fukushima Daiichi. 

Sobre o desastre, Guterres saudou as conclusões do Comitê Científico das Nações Unidas sobre os Efeitos da Radiação Atômica. Em relatório publicado essa semana, o Comitê disse que a radiação libertada pelo acidente parece não estar aumentando os casos de câncer na população. 

Agora, o secretário-geral diz que “o Japão lidera o mundo em temas de prevenção de desastres.”  Segundo ele, “o país investiu, pesadamente, em reconstruir com mais segurança nos últimos 10 anos.” 

Aiea/Giovanni Verlini
Comitê da ONU disse que a radiação libertada pelo acidente parece não estar aumentando os casos de câncer em Fukushima

Prevenção 

António Guterres disse ainda que o país ajudou a compartilhar as lições aprendidas para o futuro.  

Ele deu o exemplo do Marco de Sendai para Redução de Risco de Desastres, adotado há seis anos, dizendo que é um projeto global para um mundo mais seguro.  

Segundo o chefe da ONU, para prevenir e gerenciar desastres, “os países precisam planejar, investir, alertar com antecedência e instruir sobre o que fazer.” Também devem priorizar os mais vulneráveis, como as pessoas idosas e pessoas com deficiência.  

Guterres destacou ainda os muitos riscos que o mundo enfrenta hoje, como terremotos, riscos biológicos, pandemias e eventos climáticos extremos, e disse que o mundo deve ser inclusivo, para que “ninguém seja deixado para trás quando ocorre um desastre.”  

 

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