Chefe da ONU diz que COP 26 é marco para evitar catástrofe climática   
BR

8 fevereiro 2021

Secretário-geral falou aos Estados-membros sobre Conferência Climática da ONU, que acontece em Glasgow, no Reino Unido, em novembro; para António Guterres, “2021 é um ano crítico na luta contra a mudança climática.”  

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou esta segunda-feira que faltam apenas nove meses para a Conferência Climática da ONU, COP 26, dizendo que o encontro é “um marco crítico nos esforços para evitar uma catástrofe climática.” 

O chefe da ONU discursou na Assembleia Geral sobre o evento que acontece em Glasgow, no Reino Unido, em novembro. O presidente da COP 26, Alok Sharma, também falou aos Estados-membros. 

Esforços 

A conferência estava marcada para novembro do ano passado, mas foi adiada devido à pandemia de Covid-19. Agora, António Guterres diz que “2021 é um ano crítico na luta contra a mudança climática.”  

Unsplash/Adam Marikar
Guteres pediu um compromisso até a realização da COP-26 marcada para Glasgow

O secretário-geral começou por destacar um “momento significativo” nestes esforços. Segundo ele, os países que representam 70% da economia mundial e 65% das emissões globais de dióxido de carbono já assumiram o compromisso de ter emissões liquidas zero até 2050.  

Para Guterres, no entanto, isso não é suficiente. O mundo continua muito longe de limitar o aumento da temperatura a 1,5º C, como definido no Acordo de Paris. 

Ele disse que “a coalizão global para emissões líquidas zero precisa crescer exponencialmente” e que esse é um objetivo central das Nações Unidas para 2021.  

Guterres afirmou que esses compromissos devem ser acompanhados por “planos claros e confiáveis”, porque “palavras não são suficientes.”  

Ele disse ainda que, até o início da COP 26, todos os países devem apresentar contribuições mais ambiciosas, com metas claras até 2030.  

Banco Mundial/Lundrim Aliu
O gás metano (CH4) responde por 35% das emissões geradas pelo sistema alimentar tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento

Apoio 

Para o chefe da ONU, as principais economias e membros do G20 devem liderar o caminho. Já os países em desenvolvimento, especialmente os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, Sids, devem receber o apoio de que precisam.  

Segundo ele, “a ciência e a economia são claras.” O carvão deve ser eliminado até 2030 nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Ocde, e em todos os outros países até 2040.  Os investimentos em carvão e outros combustíveis fósseis devem ser redirecionados para a transição energética. 

Sobre investimento internacional, Guterres disse que todos os doadores e os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento devem dedicar metade de todo o seu apoio nesta área para projetos de adaptação e resiliência.  

Além disso, os países desenvolvidos devem cumprir o compromisso de mobilizar US$ 100 bilhões por ano em financiamento para os países em desenvolvimento.  

Banco Mundial
Guterres pediu mais apoio dos países em desenvolvimento com uma transição para a energia renovável

Negociações  

Por causa da pandemia de Covid-19, as negociações preparatórias para a COP 26 devem acontecer virtualmente. 

Destacando todos os temas que precisam ser discutidos até novembro, Guterres disse que não se pode “sobrestimar a importância das negociações nos meses que se seguem.” 

O secretário-geral disse que existirão desafios, mas que a comunidade internacional deve se adaptar. A ONU apoiará este processo de todas as formas possíveis e Guterres já deu ordens para que organização disponibilize escritórios em todo o mundo para permitir que os países participem das negociações. 

Para terminar, António Guterres lembrou que o sucesso da conferência depende do engajamento positivo de observadores e outras partes interessadas, incluindo jovens, mulheres e povos indígenas. Segundo ele, quando se trata da emergência climática, “nenhuma voz e nenhuma solução devem ser deixadas para trás.” 

 

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