OMS: decisão dos EUA de apoiar coalizão global de vacinas ajudará a vencer pandemia
BR

21 janeiro 2021

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus, saudou passo dado pelo novo presidente Joe Biden; em reunião virtual nesta quinta-feira, em Genebra, representante do governo americano, o médico Anthony Fauci, informou que o país vai aderir ao esforço global do mecanismo de vacinas Covax para derrotar a Covid-19.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, saudou a decisão dos Estados Unidos de apoiar a luta da agência da ONU contra a Covid-19. 

A mudança na relação do governo americano com a OMS foi anunciada pelo conselheiro médico chefe do novo presidente Joe Biden, durante uma reunião virtual, nesta quinta-feira, em Genebra.

O médico Anthony Fauci destacou o papel de liderança da OMS
OMS
O médico Anthony Fauci destacou o papel de liderança da OMS

Profissionais de saúde

O médico Anthony Fauci destacou o papel de liderança da OMS e disse que “em circunstâncias difíceis, a organização reuniu a comunidade científica para acelerar vacinas, tratamentos e diagnósticos, conduziu coletivas de imprensa regulares com informação e forneceu milhões de suprimentos e equipamentos de proteção para profissionais de saúde em dezenas de países.”

Fauci falou aos participantes do Conselho Executivo da OMS, um dia após o novo presidente dos Estados Unidos revogar a decisão do seu antecessor, Donald Trump, de se retirar da agência global de saúde.

O governo Biden informou que enviou cartas comunicando as mudanças à ONU. Sob as novas medidas, os Estados Unidos retomam suas contribuições financeiras à organização e suspendem o plano de Trump de retirar funcionários americanos da agência.

Covax pretende distribuir pelo menos 2 bilhões de doses de vacinas em todo o mundo.
Unicef Nepal
Covax pretende distribuir pelo menos 2 bilhões de doses de vacinas em todo o mundo.

Agradecimentos

O chefe da OMS saudou a decisão americana. Tedros disse que “este é um bom dia para a OMS e para a saúde global”, agradecendo ao presidente Biden por honrar sua promessa e aderir ao Acelerador de vacinas e à Covax. 

Para o chefe da OMS, com o apoio dos Estados Unidos, o mundo fica mais perto de vencer a pandemia. Ele contou ainda que existe “muito trabalho a fazer e lições a aprender para acabar com a pandemia e enfrentar a longa lista de desafios globais de saúde, mas o mundo será mais capaz” de cumprir essa meta agora.

O médico Anthony Fauci explicou que ainda nesta quinta-feira, o presidente Joe Biden deve anunciar a intenção do país de se juntar à Covax e Acelerador ACT, as iniciativas que apoiam o desenvolvimento e distribuição equitativa de vacinas e tratamentos em todo o mundo.

Iniciativa também quer promover o acesso às vacinas
Universidade de Oxford/John Cairns
Iniciativa também quer promover o acesso às vacinas

Transparência

O especialista afirmou que “é uma obrigação” aprender as lições para evitar a repetição de outra pandemia.  Para ele, “a investigação internacional deve ser sólida e clara” e que o país espera fazer uma avaliação dos resultados.  No momento, a OMS tem uma equipe internacional investigando a origem da Covid-19, anunciada na cidade chinesa de Wuhan, pela primeira vez, em dezembro de 2019.

Fauci disse que os Estados-membros devem trabalhar “para fortalecer e reformar a OMS, melhorar os mecanismos de resposta a emergências de saúde nas Nações Unidas e fortalecer o Regulamento Sanitário Internacional.”

Enfermeira mede temperatura de menina em Hospital de Beirut, no Líbano
Unicef/Fouad Choufany
Enfermeira mede temperatura de menina em Hospital de Beirut, no Líbano

Líbano

Em nota separada, o Banco Mundial aprovou US$ 34 milhões para apoiar a distribuição de vacinas no Líbano. O financiamento deve ajudar a imunizar mais de 2 milhões de pessoas com doses que chegarão ao país na primeira semana de fevereiro. 

A prioridade será dos trabalhadores de saúde de alto risco, e pessoas acima de 65 anos, ou entre 55 e 64 anos com complicações de saúde.

O Líbano enfrenta cerca de 5,5 mil novos diagnósticos diários desde o início do ano. Além do número de vítimas, a pandemia está aumentando a crise econômica causada pela explosão no Porto de Beirute, em agosto passado.
 

 

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