29 outubro 2020

FAO e ministros da Agricultura ressaltam inovação e maior uso de meios digitais em evento; Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau citados como exemplos em projetos de combate à pobreza. 

Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau estão entre 11 países africanos destacados como exemplos da região por abraçarem a iniciativa Hand in Hand. O projeto da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, promove  oportunidades de transformação agrícola para erradicar a pobreza e a subnutrição. 

Burquina Fasso, Etiópia, Gabão, Mali, Níger, Nigéria, Ruanda e Zimbábue são os outros participantes. 

Segurança alimentar  

Esta semana, a agência juntou ministros entre os 900 delegados da Conferência Regional da FAO para a África. O evento virtual terminou com um compromisso em favor do aumento das ambições e ações em favor da segurança alimentar. 

Foto: Banco Mundial/Peter Kapuscinski
De acordo com a FAO, os setores de alimentos e agricultura da África estão entre os mais vulneráveis aos impactos negativos das mudanças climáticas.

A iniciativa Hand in Hand, ou de mãos dadas, usa ferramentas de alta tecnologia para localização e análise como a Plataforma Geoespacial e o Laboratório de Dados para Inovação Estatística.  

Estes meios fornecem dados de “alta qualidade, acessíveis, oportunos e confiáveis” que ajudam os países participantes a tomar decisões estratégicas e conscientes, além de definir políticas comprovadas. 

Na reunião, o diretor-geral da FAO,  Qu Dongyu, dirigiu-se aos participantes do Comitê de Segurança Alimentar Mundial realçando o caráter único desta plataforma, que pode ser um aliada à ação conjunta para acabar com a fome. 

Pandemia  

No evento, os delegados citaram a piora da insegurança alimentar e da desnutrição. Estas situações são agravadas pela pandemia e por crises como mudanças climáticas, pragas, doenças transfronteiriças, conflitos e desacelerações econômicas. 

Uma Declaração Ministerial realça o empenho dos ministros em acelerar a transformação dos sistemas agrícolas e agroalimentares africanos, incluindo através da inovação e introdução de tecnologias digitais no setor agrícola. 

A conferência realçou ainda que é preciso apoiar o Fundo Fiduciário de Solidariedade Africana por ser “um instrumento para mostrar a capacidade regional de assumir o comando e liderar programas prioritários”. 

A FAO foi instada a garantir “maior flexibilidade e eficiência no uso de recursos financeiros e humanos existentes para apoiar os países e aumentar a colaboração entre instituições para tornar os sistemas agroalimentares mais sustentáveis. 

FAO/Olivier Asselin
Agricultura sustentável.

Visão 

O diretor-geral da agência encerrou o evento descrevendo a afluência como “histórica”. Ele destacou que as contribuições da região são vitais para moldar a visão estratégica e as ações da FAO. 

A reunião também debateu temas como inovação e tecnologias digitais para segurança alimentar em favor do progresso em direção à segurança alimentar na África. 

Qu destacou que a começar pelo caráter virtual do encontro, a tecnologia moderna pode transformar vidas pelo seu poder de aproximar, abrir acesso a novos mercados e facilitar o comércio. 

Outra vantagem destes meios  é fornecer informações vitais para um agricultor e ajudar a acabar com a fome e melhorar modos de vida que ainda vão sendo descobertos. 

Unicef/Mukwazhi
Contribuições da África são vitais para moldar a visão estratégica e as ações da FAO.

 

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