Em Dia Mundial da Saúde Mental, ONU pede mais investimento para combater efeitos da pandemia   BR

Jovem de 19 anos, na Ucrânia, que vende drogas e vive com HIV, ficou sem acesso a tratamento
Unicef/Giacomo Pirozzi
Jovem de 19 anos, na Ucrânia, que vende drogas e vive com HIV, ficou sem acesso a tratamento

Em Dia Mundial da Saúde Mental, ONU pede mais investimento para combater efeitos da pandemia  

Saúde

Em todo o mundo, quase 1 bilhão de pessoas vivem com uma perturbação mental; para António Guterres, falta de fundos para esta área não pode continuar; brasileiros Alisson Becker e Natália Loewe Becker participam em evento que marca a data.

Este sábado, 10 de outubro, é o Dia Mundial da Saúde Mental. Em todo o mundo, quase 1 bilhão de pessoas vivem com uma perturbação mental.  

As Nacões Unidas estimam que a cada 40 segundos, alguém morre por suicídio. A depressão é a principal causa de doença e de incapacidade entre crianças e adolescentes. 

Secretário-geral 

Em mensagem sobre a data, o secretário-geral da ONU disse que “tudo isso era verdade, mesmo antes da Covid-19.” 

No momento, António Guterres afirma que o mundo vê “as consequências da pandemia no bem-estar mental das pessoas e é apenas o começo.” 

Muitos grupos, incluindo idosos, mulheres, crianças e pessoas com condições de saúde mental, correm o risco de problemas de saúde mais graves se não forem tomadas medidas imediatamente. 

Guterres marca Dia Mundial da Saúde Mental

Investimento 

Para o chefe da ONU, abordar a saúde mental é fundamental para alcançar a cobertura universal de saúde. Em todo o mundo, poucas pessoas têm acesso a serviços de qualidade. 

Em países de rendimento baixo e médio, mais de 75% das pessoas com problemas deste tipo não recebem qualquer tratamento. No geral, os governos gastam, em média, menos de 2% dos seus orçamentos de saúde com saúde mental. 

Para António Guterres, “isso não pode continuar.” Ele afirma que não se pode se pode mais “ignorar a necessidade de um aumento significativo do investimento em saúde mental.” 

Evento 

Este sábado, a Organização Mundial de Saúde, OMS, realiza seu primeiro Grande Evento para Saúde Mental. 

Líderes mundiais, celebridades internacionais e ativistas se reunirão para destacar a necessidade urgente de abordar o subinvestimento nesta área. 

Alisson Becker e Natália Loewe Becker, ambos embaixadores da Boa Vontade da OMS.
Alisson Becker e Natália Loewe Becker, ambos embaixadores da Boa Vontade da OMS, Divulgação/ Alessandra Pinho

O goleiro do Liverpool e da Seleção Brasileira, Alisson Becker, irá participar do evento, junto com a sua esposa, a médica Natália Loewe Becker. Ambos são embaixadores da Boa Vontade da Organização Mundial da Saúde, OMS, para a Promoção da Saúde. 

Cynthia Germanotta, presidente e cofundadora da Fundação Born This Way, da artista Lady Gaga, é outra dos participantes.  

Falarão ainda ativistas que perderam seus familiares devido ao suicídio. Talinda Bennington, viúva do vocalista dos Linkin Park, Chester Bennington, que criou a ONG 320 Changes Direction, e Klas Bergling, pai do DJ, músico e produtor Tim Bergling, conhecido como Avicii, que lançou uma fundação com o nome do filho.  

O evento será transmitido em todo o mundo nos canais e no site da OMS no Facebook, Twitter, LinkedIn, YouTube e TikTok. 

Propósito 

Este ano, o Dia Mundial da Saúde Mental em momento em que as vidas de pessoas em todo o mundo mudaram devido à pandemia de Covid-19. 

A OMS lembra que os últimos meses foram marcados por desafios para profissionais de saúde, alunos, trabalhadores, pessoas em risco de pobreza, com problemas de saúde mental ou que perderam um familiar, muitas vezes sem poder dizer adeus. 

A expectativa da agência é que a necessidade de apoio psicossocial aumente substancialmente nos próximos meses e anos. O investimento em programas de saúde mental, que sofrem  com subfinanciamento crônico há anos, é agora mais importante do que nunca. 

A OMS explica que a meta da campanha do Dia Mundial da Saúde Mental deste ano é aumentar o investimento nesta área.