Américas atingem mais de 10,5 milhões de casos da Covid-19
BR

11 agosto 2020

Pandemia já causou mais de 390 mil mortes na região; Opas menciona o Brasil por atingir mais de 100 mil mortes pela doença; especialista fala de requisitos para a produção de uma possível vacina contra o novo coronavírus no país.

A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, informou que a região já registrou 10,5 milhões de casos e mais de 390 mil mortes devido ao novo coronavírus. A informação foi dada esta terça-feira, em Washington, no informe semanal sobre a Covid-19.

Os Estados Unidos relataram cerca de 5 milhões de casos, o maior número na região. Já o Brasil foi destacado pelas mais de 100 mil mortes causadas pelo vírus.

Estados Unidos relataram cerca de 5 milhões de casos, o maior número na região. Foto: ONU News/Daniel Dickinson

Testes no Brasil 

O vice-diretor do braço regional da Organização Mundial da Saúde nas Américas, Jarbas Barbosa,  respondeu a um jornalista sobre uma provável produção de uma vacina no Brasil. Ele destacou que isso não deve acontecer até o final das fases 2 e 3 dos testes para garantir segurança e eficácia. O representante afirmou ainda que qualquer produtor de vacinas deve seguir este procedimento que faz parte das recomendações da agência da ONU.

Na sessão virtual, a diretora da Opas disse que os números deixam claro que as Américas permanecem sob intensa ação da Covid-19. Carissa Etienne destacou, no entanto,  que o vírus não é a única ameaça à saúde das pessoas. Para a representante, a pressão sobre os serviços de saúde leva ao recedio de um aumento de doenças que já estão sob controle. Entre elas estão a tuberculose, o HIV e a hepatite, que levarão mais pessoas a morrer de doenças evitáveis e tratáveis.

Diogo Moreira/Governo de Sao Paulo
Brasil teve mais de 100 mil mortes causadas pelo vírus.

Antiretrovirais 

Dados da Opas destacam que 30% das pessoas vivendo com o vírus da Aids evitam buscar cuidados para a infecção durante a pandemia, e os países têm suprimentos limitados de antirretrovirais.

Para Etienne, essa situação é preocupante porque “sem cuidados contínuos e medicamentos tomados de forma contínua, as pessoas que vivem com HIV têm maior probabilidade de adoecer e transmitir o vírus para seus parceiros”.

Quanto aos casos de doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue, houve uma diminuição, devido ao fato das pessoas terem ficado confinadas durante a pandemia, “e menos propensas a serem picadas por mosquitos.”

Etienne destacou que os sistemas de saúde devem facilitar o tratamento dos pacientes, expandindo a telemedicina e oferecendo mais cuidados fora dos hospitais.

 

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