OMS declara 2021 Ano Internacional dos Trabalhadores de Saúde e Cuidadores
BR

12 novembro 2020

Anúncio na 73a. Assembleia Mundial da Saúde, que ocorre virtualmente em Genebra, reconhece o “sacrifício e dedicação de milhões de funcionários do setor” à frente do combate à pandemia.

Os trabalhadores de saúde têm um papel fundamental em assegurar saúde e bem-estar para a população. Este ano, eles têm demonstrado dedicação, sacrifício e compromisso extremos não só para fazer este trabalho, mas também para vencer a pandemia da Covid-19.

Com esse reconhecimento, os participantes da 73ª. Assembleia Mundial da Saúde, que ocorre em Genebra, anunciaram 2021 como o Ano Internacional dos Trabalhadores de Saúde e Cuidadores.

Unicef Nepal
Covax pretende distribuir pelo menos 2 bilhões de doses de vacinas em todo o mundo.

Revisão

Para os integrantes do evento, realizado de forma virtual, é preciso responder aos desafios enfrentados pelos profissionais e urgência criada pela crise global do novo coronavírus.

O encontro também discutiu o aumento da migração de trabalhadores internacionais de saúde como parte do aniversário e revisão do Código Global da OMS de Prática sobre Recrutamento Internacional do Pessoal de Saúde, Code.

Em todo o mundo, a Covid-19 já contaminou mais de 51 milhões de pessoas causando pelo menos 1,2 milhão de mortes. Uma das regiões mais afetadas, as Américas notificaram somente na semana passada, 150 mil novos casos.

Numa entrevista a jornalistas, nesta quarta-feira, o vice-diretor da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, informou que o número de contaminações tem crescido na região. A informação é do vice-diretor da agência, o médico brasileiro Jarbas Barbosa. Os Estados Unidos continuam registrando novas infecções e devem ultrapassar os 10 milhões de casos.

Vídeo Opas
Vice-diretor da Organização Pan-Americana da Saúde, Jarbas Barbosa

Ameaça

Na América do Sul: Chile, Paraguai e Uruguai conseguiram achatar a curva de contaminação. Mesmo assim, o vírus continua uma ameaça.  A Opas diz que vários países da Europa, que passam por uma segunda onda de contaminação, devem servir de exemplo para as nações latino-americanas e caribenhas.

Barbosa voltou a afirmar que para controlar o vírus é preciso manter o sistema de vigilância que detectam as altas nos casos da Covid-19 e as medidas de prevenção como uso de máscaras, distanciamento social, medidas de higiene e outros protocolos.

Isolamento

O médico informou que a maioria dos países do Caribe também estão combatendo o vírus de maneira adequada. No início da semana, a Opas anunciou o envio de novos testes rápidos de Covid-19 nas Américas.

Ao todo, foram 190 mil novas provas para diagnóstico rápido. Os testes foram doados a quatro países: Equador, El Salvador, Honduras e Suriname.  Os suprimentos partiram do estoque da Opas no Panamá. 

PMA/Carlos Alonzo
Populações nativas estão entre as que têm maior probabilidade de contrair o coronavírus nas Américas.

Perigo

Com a passagem do furacão Eta pela América Central, o sistema de saúde de Honduras sofreu um grande baque colocando em perigo o combate à pandemia.

A chefe da Opas, Carissa Etienne, disse que os testes vão ajudar trabalhadores de saúde que lideram a luta contra a covid-19 para melhor gerenciar o isolamento de pacientes.

A líder da agência acredita que se forem distribuídos, maciçamente através da região, esses testes devem ajudar a transformar a resposta da região à Covid-19.

Esses exames são parte do Acelerador (ACT) da OMS para criar acesso a vacinas, tratamentos e terapias contra a Covid-19.

 

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