Especialista diz que trabalho a distância tem menos risco de demissão durante pandemia
BR

27 julho 2020

Em blog, publicado na página do Fundo Monetário Internacional, FMI, economista revela que rescisão de contrato de trabalho foi maior entre funcionários considerados essenciais também durante crise econômica de 2007-2009; mulheres e trabalhadores hispânicos são os mais atingidos pela recessão atual.

Uma pesquisa do Fundo Monetário Internacional, FMI, revela que o teletrabalho, ou trabalho a distância, é mais seguro durante a recessão causada pela pandemia da Covid-19 que ofícios desempenhados por trabalhadores considerados essenciais.

Esses funcionários, que precisam da interação humana, como os empregados de um restaurante, por exemplo, estão sendo mais afetados pela crise atual. Um caso semelhante ocorreu durante a recessão global de 2007-2009.

Organização Internacional do Trabalho sobre a possibilidade da perda de milhões de empregos no período de quarentena
Pessoas em funções que se adaptam ao teletrabalho tendem a se manter operando na crise, ONU News/ Stella Vuzo

Medidas

Utilizando um gráfico, o autor do blog e economista Ippei Shibata, do Departamento de Pesquisa do FMI, mostrou que assim como há 13 anos, o desemprego aumentou menos entre ocupações que puderam migrar para o trabalho a distância.

Este padrão sugere que as pessoas em funções que se adaptam ao teletrabalho tendem a se manter operando na crise.

E isso não apenas por atenderem a necessidade do distanciamento social e outras medidas impostas pela pandemia, mas também pelo fato de que, geralmente, esses profissionais serem mais qualificados e instruídos, e por isso menos suscetíveis às recessões.

Mulheres

O estudo também conclui que os empregos classificados de “essenciais” foram menos afetados não somente durante a recessão da Covid-19, mas também em outras crises financeiras globais. 

Segundo Ippei Shibata, que é doutor em Economia pela Universidade de Chicago, existem ainda aspectos notados em ambas as recessões: trabalhadores jovens e menos qualificados foram duramente afetados nos dois casos. Já as funcionárias e os empregados de origem hispânica estão sofrendo mais nesta crise causada pela Covid-19.

Empresas e setores que concentram mais profissionais mulheres são as mais atingidas pela recessão. Durante ambas as crises globais, os empregados de baixa renda sofreram mais as consequências econômicas que os que se encontram no topo da escala salarial.

Para mais detahes, acesse o link da pesquisa publicada pelo FMI (em inglês)
 

 

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