Mais de 3 milhões de crianças na Somália precisam de ajuda urgente
BR

24 julho 2020

Unicef diz que número é mais de metade do total de pessoas sofrendo no país africano o impacto arrasador da invasão de gafanhotos do deserto, cheias e da pandemia da Covid-19.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, está pedindo à comunidade internacional que ajude a socorrer mais de 3 milhões de crianças de uma situação de desespero humanitário na Somália.

O país, do extremo leste da África, tem atualmente 5,2 milhões de pessoas precisando de ajuda urgente para sobreviver. Deste total, mais de 3 milhões são crianças.

Invasão de gafanhotos do deserto que estão dizimando as plantações na Somália.Foto: © FAO/Haji Dirir

Plantações

Elas enfrentam as consequências de cheias, riscos de contaminação com a pandemia da Covid-19 e o impacto negativo da invasão de gafanhotos do deserto que estão dizimando as plantações na Somália.

O vice-representante do Unicef no país, Jesper Moller, disse que apesar de ser uma nação que vive décadas de conflitos e desastres naturais como secas e cheias, a situação está ainda mais grave com as nuvens de gafanhotos afetando a segurança alimentar, e a propagação da Covid-19.

Moller lembra que a Somália é considerada uma das nações mais frágeis do mundo, e que a ajuda internacional precisa chegar mais rápido que nunca para evitar uma catástrofe maior. 

Segundo ele, estão em jogo a vida das crianças e de milhões de famílias somalis.

Escassez

O Unicef lembra que as crianças são, frequentemente, as vítimas ocultas em qualquer emergência e as mais suscetíveis a doenças como resultado de desastres naturais como enchentes. Um outro problema é a má nutrição por causa da escassez de alimentos. 

Moller citou um aumento no número de casos de cólera e diarreia entre crianças. Com as nuvens de gafanhotos do deserto, a redução nas colheitas deve ser de até 15%.

O Unicef está atuando com autoridades locais para levar kits de higiene e acesso à água potável a quase 1 milhão de pessoas vulneráveis no país. E mais de 500 mil mulheres e crianças receberam serviços básicos de saúde e nutrição. 

Agentes de saúde também estão visitando 500 mil lares para levar informações de combate à Covid-19.

Até o momento, mais de 60% do apelo humanitário contra a pandemia para a Somália foram atendidos. 

 

 

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