Covid-19: restrições devem ser suspensas de forma lenta e controlada, diz OMS
BR

13 abril 2020

Número de mortes ultrapassou mais de 111 mil em todo o mundo; agência recomenda aos países que tomem medidas corretas de saúde pública e rastreamento; pandemia mantém cerca de 1,4 bilhão de crianças fora da escola.

Nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou que houve 84.644 novos casos da covid-19 em apenas 24 horas.  A agência registrou um total de 1.773.088 notificações e 111.652 mortes em todo o mundo, até este 13 de abril.

O diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, disse a jornalistas, em Genebra,  que em relação às restrições sociais e econômicas, há duas vias: a de países e comunidades que, há várias semanas, observam essas medidas e ponderam quando suspendê-las, e outros que consideram se e quando introduzi-las”.

Coronavírus

Desenho feito por um paciente da covid-19 em um hospital de Wuhan, na China, by Huachao Sang

Para os dois casos, ele disse que  a base dessas decisões deve ser principalmente “a proteção da saúde humana”. Para o diretor-geral da OMS, as orientações nesse sentido devem ter em conta “o que já se sabe sobre o coronavírus e como ele se comporta”.

O chefe da agência afirmou que há alguns países onde os casos da covid-19 estão dobrando a cada três, quatro dias. Mas ele observou que apesar de “o número acelerar muito rápido, a descida acontece muito mais lentamente”.

Por essa razão, Tedros destacou que as medidas de controle devem ser suspensas lentamente e com controle e isso “não pode acontecer de uma só vez”.

Capacidade

Para o chefe da OMS, as medidas de controle só podem ser eliminada se estiverem em vigor as medidas corretas de saúde pública, incluindo uma capacidade significativa de rastreamento de contatos.

Entre os países que estão pensando em introduzir restrições estão nações de baixa e média rendas na África, Ásia e América Latina.
Tedros destacou ainda realidades com grandes populações pobres, os apelos e restrições como confinamento em casa, que podem não ser práticos tal como em países de alta renda.

O chefe da OMS  apontou fatores como pobreza que nesses locais é associada a migrantes e refugiados vivendo em condições de superlotação, com poucos recursos e acesso à assistência médica e ao risco de ficar sem alimentos.

Mortalidade

A OMS aponta ainda que as escolas fecharam para cerca de 1,4 bilhão de crianças uma situação que “interrompeu a educação, abriu algumas oportunidades ao aumento do risco de abuso e privou muitas de suas fontes primárias de alimentos.”

Para o diretor-geral “os países devem equilibrar as medidas que tratam da mortalidade causada pela covid-19 e de outras doenças devido aos sistemas de saúde sobrecarregados, bem como os impactos socioeconômicos”.

Ele lembrou que muitas populações já experimentaram a falta de acesso a serviços de saúde essenciais e rotineiros.
A preocupação agora é que a reintrodução e o ressurgimento da covid-19 com o fim do isolamento social. Para a OMS, será preciso desenvolver e distribuir uma vacina segura e eficaz para interromper totalmente a transmissão.
 

 

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