Número de casos confirmados do novo coronavírus passa de 125 mil
BR

12 março 2020

Agência da ONU confirma que 118 países estão afetados; compromisso político insuficiente de algumas nações aumenta preocupação; diretor-geral da agência sugere quatro frentes de atuação nacional contra o covid-19.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, disse esta quinta-feira que os governos devem redobrar os esforços para controlar a pandemia do novo coronavírus.

Na primeira atualização, após a declaração da pandemia do covid-19, o chefe da agência afirmou que há profunda preocupação com “países que não estariam abordando a ameaça com o nível de compromisso político necessário para controlá-la”.

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, não é possível combater um vírus se não se souber onde está.
Para o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, não é possível combater um vírus se não se souber onde está.  ONU/ Elma Okic

Ameaça e perigo

Cerca de 125 mil casos da doença já foram relatados à OMS por 118 países e territórios. Ghebreyesus lembrou que, nas últimas duas semanas, os casos notificados fora da China aumentaram quase 13 vezes e o número de nações afetadas quase triplicou. Mais de 4,6 mil pessoas morreram.

O chefe da OMS destacou ainda que a declaração da pandemia do covid-19 não significa que os países devem desistir. Ele alertou para o erro e perigo dos Estados passarem de ações de contenção para a mitigação.

Ghebreyesus explicou que a nova avaliação se deve à velocidade e dimensão da transmissão, além da preocupação com o empenho insuficiente de alguns países em enfrentar a ameaça.

Para o chefe da OMS, não se deve desistir da situação controlável sob pena de  se terminar com um problema maior e um fardo mais pesado para o sistema de saúde que requer medidas de controle mais severas.

Equilíbrio

Na apresentação a jornalistas, em Genebra, o chefe da OMS apelou aos países que encontrem um bom equilíbrio entre proteção da saúde, barreiras às perturbações econômicas e sociais, além do respeito aos direitos humanos.

O apelo feito aos Estados é que abordem a questão “de uma forma abrangente, adaptada às suas circunstâncias tendo a contenção como pilar central.”

O chefe da OMS apontou quatro frentes que devem servir para criar estratégias nacionais. Primeiro, o apelo é preparar e estar pronto. Pelo menos 77 países e territórios não relataram casos e outros 55 têm até 10 pacientes.

A segunda frente é detectar, prevenir e tratar casos. Para Ghebreyesus, não é possível combater um vírus se não se souber onde está. Para isso, ele pediu vigilância robusta para encontrar, isolar, testar e tratar os casos quebrando as cadeias de transmissão.

Nos Estados Unidos, funcionários do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, CDC, estão apoiando a resposta ao coronavírus no Centro de Operações de Emergência da organização.
CDC/James Gathany
Nos Estados Unidos, funcionários do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, CDC, estão apoiando a resposta ao coronavírus no Centro de Operações de Emergência da organização.

Inovação

Como terceira frente, o chefe da OMS pediu a redução e supressão de casos para salvar vidas. Entre as medidas estariam encontrar e isolar o maior número possível de pacientes, além de colocar em quarentena as pessoas mais próximas com quem tenham tido contato.

Em quarto lugar, a OMS recomenda inovação. A agência destaca que todos estão aprendendo com a pandemia e devem encontrar novas formas de prevenir infecções, salvar vidas e minimizar seu impacto. 

Mais de US$ 440 milhões já foram prometidos por doadores para financiar o Plano Estratégico de Preparação e Resposta da OMS.

 

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