Américas tiveram mais de 3 milhões de casos de dengue em 2019
BR

17 fevereiro 2020

De acordo com Organização Pan-Americana da Saúde, este é o recorde já registrado na região; Brasil teve 2.241.974 casos no ano passado; cifra representa 70% do total de notificações.

Os países e territórios das Américas notificaram mais de 3 milhões de casos de dengue em 2019. De acordo com a última atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, esta é a maior incidência da doença na região.

Os números superam os 2,4 milhões de notificações em 2015, quando ocorreu a maior epidemia de dengue no subcontinente. Naquele ano, a dengue matou quase 1,4 mil pessoas.

Agência da ONU pede que famílias, comunidades e autoridades continuem com medidas contra os criadouros de mosquito, fundamental para reduzir a transmissão. Foto: Aiea

Letalidade

O diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Determinantes Ambientais de Saúde da Opas, Marcos Espinal, disse que “apesar do aumento em 2019, o intenso trabalho dos países conseguiu manter a taxa de letalidade abaixo do esperado de 1%. Em 2019, este índice foi de 0,05%.

A Opas observou que o Brasil teve 2.241.974 casos em 2019. Este número representou 70% do total registrado na região e mais da metade das mortes pela doença.

O México notificou 268.458 casos.  Nicarágua: 186.173, Colômbia: 127.553 e Honduras teve 112.708 casos.

Ano de 2020

Embora a região esteja saindo de um ano epidêmico, a Opas destaca que a expectativa é que até o final deste ano, a incidência será alta. De janeiro até agora, já foram mais de 125 mil casos de dengue incluindo 27 mortes.

De acordo com a atualização epidemiológica, Bolívia, Honduras, México e Paraguai registraram mais casos de dengue nas primeiras quatro semanas de 2020 do que no mesmo período de 2019.

Opas/OMS
Em 2019, a Opas organizou treinamentos de médicos e paramédicos de 39 países da região.

Recomendações

A Opas faz um apelo às famílias, comunidades e autoridades a continuarem as medidas contra os criadouros de mosquito, fundamental para reduzir a transmissão.

O assessor regional da Opas, José Luis San Martín, diz que “a prioridade é evitar mortes.” Ele recomendou que a população não se automedique e consulte um profissional de saúde se tiver qualquer suspeita.

Os sintomas mais comuns são febre alta súbita, dor de cabeça e nos olhos, dores corporais generalizadas e mal-estar, entre outros.

Planos de emergência

A agência também pede aos seus Estados-membros que fortaleçam a vigilância, revisem planos de emergência e garantam o treinamento adequado para os profissionais a darem o diagnóstico rapidamente, e a fazerem o tratamento de pacientes de maneira adequada para evitar óbitos.

Em 2019, a Opas organizou treinamentos de médicos e paramédicos de 39 países da região, com base em suas diretrizes clínicas para o manejo de pacientes com dengue.

 

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