Com ajuda do Acnur, deslocado sírio realiza sonho de se tornar apicultor
BR

12 novembro 2019

Ashrafieh Sahnaya diz que foi com o apoio de projeto da agência da ONU que conseguiu seguir em frente e superar tempos difíceis; pai de três filhos teve que fugir da violência do conflito com a família e deixar tudo para trás.*

Marwan Akl está mantendo seu sonho vivo. Foto: Acnur Síria/Reprodução

Mais de 5,6 milhões de pessoas fugiram da Síria desde 2011, buscando segurança em vários países incluindo Líbano, Turquia e Jordânia. De acordo com a Agência das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, dentro do país vivem 6,6 milhões de deslocados internos e mais de 13 milhões de pessoas que precisam de ajuda.

Ashrafieh Sahnaya, de 52 anos, teve que fugir da crise que chegou ao local onde morava, perto de Daraya, um subúrbio da capital Damasco.  

Fuga

O pai de três filhos chegou a Sweida em 2013, depois de fugir de bombardeios e morteiros. Como muitas outras, a família dele teve que deixar tudo para trás.

Sahnaya lembra que quando chegou a Sweida, a “situação econômica era terrível” e que a família “mal podia garantir as necessidades básicas”.

Foi por acaso que o sírio descobriu a Gopa, uma ONG parceira do Acnur que “estava oferecendo pequenos subsídios para as pessoas iniciarem seus próprios negócios.”

Foi com essa ajuda que Sahnaya decidiu tentar a sorte e seu destino mudou. Através de um treinamento, ele conseguiu resgatar um antigo sonho, o de ter o “próprio apiário para criar abelhas”.

Apiário

Sahnaya comprou colmeias, equipamentos, abelhas e começou o seu próprio negócio. Ele conta que no início tinha “quatro colmeias e agora tem 12”.  

Para o sírio, o projeto o ajudou a seguir em frente e superar os tempos difíceis.

Desde o início do conflito na Síria, o Acnur fornece ajuda humanitária aos refugiados do país, ajudando os mais vulneráveis com dinheiro para remédios e alimentos, fogões e combustível para aquecimento, isolamento para tendas, cobertores térmicos e roupas de inverno. Para as pessoas deslocadas na Síria, a agência fornece kits de abrigo e itens não alimentares, assim como serviços de proteção e apoio psicossocial.

*Gustavo Barreto, de Damasco, na Síria para a ONU News.

 

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