Síria: “número de civis que morrem aumenta a cada dia” em Idlib e Hama BR

Hospital Kafr Nubl e ambulância em ruínas, depois de ataque no início de maio de 2019.
Unicef/Khalil Ashawi
Hospital Kafr Nubl e ambulância em ruínas, depois de ataque no início de maio de 2019.

Síria: “número de civis que morrem aumenta a cada dia” em Idlib e Hama

Paz e segurança

Escritório humanitário regional reage a morte de funcionários de equipes humanitárias e de resgate na quarta-feira; Nações Unidas documentaram cerca de 500 civis mortos em ataques aéreos ocorridos em três meses e meio.

O número de civis que morrem aumenta a cada dia com a continuação de combates nas áreas sírias de Idlib e norte de Hama, revela uma nota do Escritório Regional Humanitário para a Crise da Síria, que reage aos ataques aéreos em Ma'aret Humeh.

Dois trabalhadores humanitários e um funcionário de equipes de resgate perderam a vida esta quarta-feira, após a ambulância onde seguiam ter sido totalmente destruída na região do sul de Idlib. As vítimas eram o paramédico e o motorista.

Menino passa por prédios destruídos na cidade de Maarat al-Numaan, em Idlib
Menino passa por prédios destruídos na cidade de Maarat al-Numaan, em Idlib , by Unicef/UNI150195/Diffidenti

“Horror”

O vice-coordenador do escritório, Mark Cutts, revelou que mais de 500 mortes de civis já foram documentadas pelas Nações Unidas nos últimos três meses e meio. A maioria das vítimas morreu em operações do “governo sírio e seus aliados”.

Para o representante, o recente ataque aéreo em Ma'arat Humeh destaca novamente “o horror em Idlib e no norte de Hama”. Nessa área, vivem “3 milhões de civis que continuam isolados e funcionários humanitários, equipes médicas e de resgate que continuam pagando com suas vidas em seus esforços para ajudar os outros”.

Para Cutts, esses trabalhadores “arriscam sua vida para ajudar os civis presos nessa área, incluindo mulheres e crianças, doentes, idosos e pessoas com deficiências.”

As atividades realizadas na área incluem escavações em busca de pessoas debaixo dos escombros, transporte de civis feridos aos hospitais, fornecimento de serviços médicos e ajuda durante a fuga da área.

Pacientes

Nesses locais aumenta a falta de segurança para todos “aqueles que estão arriscando tudo para ajudar as pessoas mais vulneráveis ​​do mundo, que estão sendo atacadas”.

Pelo menos 42 ataques foram relatados desde o final de abril, afetando 36 unidades de saúde e sete ambulâncias. Destes, 11 ocorreram em Hama, 28 em Idlib e três em Alepo. No total, pelo menos 17 trabalhadores do setor e pacientes foram mortos.

O coordenador regional “condena nos termos mais fortes” estes ataques e pediu a todas as partes envolvidas no conflito que respeitem e protejam o pessoal médico e humanitário, seus meios de transporte, equipamentos e propriedades.

Esses alvos protegidos incluem hospitais e outras instalações médicas, tal como prevê o Direito Internacional Humanitário e a resolução 2286 do Conselho de Segurança sobre a proteção de civis em conflitos armados e do pessoal médico e humanitário em zonas de conflito.