Portugal realça liderança na transição para uso de fontes renováveis de energia

25 setembro 2019

Cerca de 55% da eletricidade consumida no país são produzidos a partir de fontes renováveis; investimento português em parcerias em países lusófonos chegou a € 10 milhões em quatro anos.

O evento aconteceu em paralelo aos debates de alto nível da 74ª Assembleia Geral que decorrem em Nova Iorque.

Depois de participar no evento, o ministro do Ambiente de Portugal, João Pedro Matos Fernandes, disse à ONU News que o país está na linha da frente da transição para fontes renováveis.

João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Transição Energética de Portugal. Foto: Governo de Portugal

Recorde Mundial

“Quando no ano passado, a Europa reduziu em 3% das suas emissões, Portugal reduziu em 9% as suas emissões.  É uma economia que até cresceu acima da média da zona euro.

Isso quer dizer que nós temos, tendencialmente, não posso deixar de dizer tendencialmente, uma economia cada vez mais hipocarbónica, isto é menos consumidor de combustíveis fósseis e mais geradora de recursos. De facto, já temos 55% da eletricidade que consumimos produzida a partir de fontes renováveis. Em março do ano passado batemos um recorde mundial mais 100% da eletricidade consumida ao longo do mês. “

O ministro destacou ainda o potencial português nesse campo, lembrando que um leilão de energia solar atribuiu recentemente 24 lotes para ligação de centenas de megawatts de energia renovável. O representante português destacou que essa venda foi um recorde do mundo.

Consumidores

“Conseguimos, de facto, produzir eletricidade a um preço, que é um terço do preço de mercado hoje em Portugal. Ou seja, vamos ter não só uma produção de eletricidade altamente descarbonizada como um preço muito mais económico para os consumidores.”  

Em relação à cooperação com países de língua portuguesa, João Pedro Matos Fernandes revelou que são aplicados anualmente € 2,5 milhões em diferentes iniciativas.

Com parceiros de países como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Timor-Leste a meta é combater as alterações climáticas. Nesses projetos, o investimento global foi de € 10 milhões em quatro anos.

 

 

 

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