Militares portugueses na República Centro-Africana recebem medalha da ONU

10 setembro 2019

180 homens e mulheres da 5ª Força Nacional Destacada regressam esta semana a Portugal; representante especial do secretário-geral no país disse que soldados de paz cumpriram com sucesso a “missão delicada”.

Os 180 militares portugueses destacados na Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca, receberam esta segunda-feira, em Bangui, a medalha da ONU.

O contingente que começou a sua missão em 11 março, regressa a Portugal a 12 de setembro. Os militares serão substituídos por um novo grupo de 180 homens e mulheres.

Distinção

Representante especial do secretário-geral atribui medalha a militar português, Minusca

Em entrevista à ONU News, o comandante da 5ª Força Nacional Destacada, o tenente-coronel Rui Moura, explicou a importância desta distinção.

“A nossa condecoração é um reconhecimento das Nações Unidas pelo bom cumprimento da nossa missão, do apoio que nós demos aqui à estabilidade da República Centro-Africana e como conseguimos dar alguma proteção aos civis que neste momento se encontram em situação de conflito ou em locais onde esse conflito é iminente.”

Missão

Há mais de dois anos que Portugal contribui com uma força de reação rápida para a Minusca. Rui Moura explicou os objetivos deste tipo de força.

“A nossa missão principal é constituir a força de intervenção rápida da Minusca. Isso significa que, quando há algum problema mais crítico em todo o território da RCA, a Minusca dispõe desta força, neste caso portuguesa, que pode ser projetada para qualquer ponto do teatro de operações. Fomos projetados para dois locais, para dar alguma proteção aos civis. A nossa preocupação foi sempre essa, defender a população local dos grupos armados que assolam neste momento o país.”

O tenente-coronel diz que a missão “foi um sucesso das Nações Unidas” devido ao “sentimento de segurança que conseguiram trazer para esta população.”

Sucesso

Durante a cerimônia, o representante especial do secretário-geral, Mankeur Ndiaye, disse que estes militares “estiveram em Bouca para prevenir atividades humanas ilegais, em Bocaranga para participar em operações para expulsar elementos do 3R e, assim como os seus antecessores, cumpriram com o sucesso esta delicada missão.”

 

 

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