Portugal ainda poderá ter forças de paz na República Centro-Africana em 2021

22 julho 2019

Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas portuguesas disse à ONU News que opção tem sido considerada, apesar da operação de paz ser uma das que traz maiores desafios; 176 militares portugueses participam na missão das Nações Unidas.

Portugal antecipa que poderá manter as suas forças de paz na República Centro-Africana durante os próximos dois anos.

Esta revelação foi feita nas Nações Unidas pelo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas portuguesas, almirante António Silva Ribeiro.

Complexidade  

O oficial reconheceu a complexidade das atuais operações de paz no país africano, comparando-as ao contexto português vivido há 45 anos.  As declarações de Silva Ribeiro foram feitas à margem do encontro das chefias militares realizado este julho, em Nova Iorque.

O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas portuguesas, almirante António Silva Ribeiro., by Reprodução/ONU News

“As tropas que estamos a enviar para a República Centro-Africana têm tido empenhamentos profissionais de grande intensidade e de elevado risco. Evidentemente, as Nações Unidas no Mali têm situações de grande risco. Mas onde temos um contingente operacional que tem como missão intervir nas situações de perturbação da segurança é na República Centro-Africana, em que estamos a ser sujeitos aos maiores desafios.”

Em território centro-africano, Portugal atua com uma Força de Reação Rápida, que segundo o almirante Silva Ribeiro “enfrenta situações de combate direto”.

Autoridades

No total, 176 portugueses integram a força da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca, que no total conta com mais de 13,5 militares em serviço. 

“Nós estamos a planear já o ano de 2020, e tudo indica que a missão vai continuar. Não há nenhum fator de planeamento que nós, a nível militar, estejamos a considerar para alterar a situação. O compromisso político português relativamente à República Centro-Africana e às Nações Unidas tem sido muito evidenciado pelas autoridades políticas portuguesas. E, portanto, aquilo que nós, as autoridades portuguesas, fazemos é preparar os empenhamentos para 2021 onde a Missão na República Centro-Africana está a ser considerada dentro daquilo que tem sido o nível de esforço que Portugal tem apresentado ultimamente.”

As forças de paz no país têm como vice-comandande militar o major-general português Marco António Serronha. Para Portugal, ocupar esta função é essenial.

O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas portuguesas, almirante António Silva Ribeiro, durante entrevista para a ONU News., by Reprodução/ONU News

“E é muito importante termos este nível de representação na estrutura de Estado-Maior e de comando. Mas, para além disso, também tivemos que reforçar a nossa presença inicial em seis pandur. E agora mais duas pandur, que são viaturas blindadas de grande capacidade e adequadas àquele teatro operacional que nos permitem um desempenho adequado àquele que têm sido as operações a que temos sido sujeitos. Portanto, vai ser neste contesto que nós vamos manter a nossa presença na RCA.”

Grupos Armados

As viaturas blindadas conferem maior protecção e poder de fogo dos militares portugueses num contexto em que são acompanhadas as atividades de mais de 14 grupos amados.

Ao todo, Portugal contribui com forças para 26 operações de paz em todo o mundo.

 

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud