Agências humanitárias pedem US$ 701 milhões para ajudar iraquianos

30 abril 2019

Ocha e parceiros apresentaram Plano de Resposta Humanitária de 2019; mais de 1 milhão de pessoas estão deslocadas; Plano prevê operações de 94 parceiros humanitários que prestam assistência em 10 províncias do país.

A comunidade humanitária que atua no Iraque precisa de US$ 701 milhões para apoiar 1,75 milhão de pessoas altamente vulneráveis. Cerca de 1 milhão são deslocados internos.

O Plano de Resposta Humanitária de 2019 foi apresentado esta segunda, em Bagdad.

Necessidades

Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, dos 6 milhões de deslocados durante a crise de 2014 a 2017, mais de 4 milhões de já retornaram a casa. Unicef/ Romenzi

O coordenador humanitário da ONU para o Iraque, Ayman Gharaibeh, explicou que as “necessidades humanitárias no país evoluíram desde o fim das operações militares de grande escala no final de 2017".

O representante declarou que este momento é marcado pelo “retorno à vida normal em muitas partes do país, mas milhões ainda precisam de ajuda para recuperar de anos de conflito e trauma.”

O foco das operações humanitárias no Iraque passou de fornecer assistência imediata aos que fogem da violência, para uma resposta que atenda às diversas e diferenciadas necessidades das pessoas vulneráveis ​​na transição pós-conflito.

Avaliações abrangentes identificaram 6,7 milhões de pessoas que necessitam de assistência humanitária em 2019.  Segundo o Plano de Resposta Humanitária é necessário dar prioridade à assistência a 1,75 milhão de pessoas.

Deslocados

De acordo com o responsável, “as necessidades mais urgentes estão em áreas onde as hostilidades destruíram as infraestruturas locais e levaram a uma rutura dos serviços públicos e à coesão da comunidade."

Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, dos 6 milhões de deslocados durante a crise de 2014 a 2017, mais de 4 milhões de já retornaram a casa. Cerca de 1,74 milhão deles permanecem deslocados.

Gharaibeh explica que é expetável que a necessidade de assistência humanitária persista nas áreas que foram mais diretamente afetadas pelas principais operações militares”. Por essa razão, o foco para 2019 passa por ajudar “todos os retornados vulneráveis ​​e deslocados a retomarem uma vida normal em segurança e dignidade.”

Desta forma, a ONU considera que é necessário prestar assistência contínua a pessoas deslocadas para quem voltar para as áreas de origem não é uma opção, até que soluções alternativas e sustentáveis ​​possam ser encontradas.

O Plano de Resposta Humanitária de 2019 prevê as operações de 94 parceiros humanitários, que prestam assistência em 30 distritos prioritários, em 10 províncias do país.

Em 2018, 2,9 milhões de pessoas beneficiaram de assistência humanitária em 107 distritos.

 

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