Chefe humanitário visita Maláui e Zimbabué para avaliar resposta internacional

26 fevereiro 2019

Mark Lowcock estabelece contato com populações, representantes governamentais e da comunidade internacional; deslocação acontece entre quarta-feira e sábado.

O subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, está a caminho do Zimbábue e do Maláui para estabelecer contato direto com a situação humanitária e os esforços de resposta das agências de auxílio.

Entre quarta-feira e sábado, o chefe humanitário visita áreas urbanas e rurais atingidas pela insegurança alimentar. Os dois países fazem parte das oito nações da região que enfrentam choques climáticos e fatores de stress provocados pelo fenómeno El Niño.

No Zimbabué, cerca de 3,3 milhões de pessoas enfrentam níveis de emergência de insegurança alimentar nesta época de escassez. Foto: Unicef/ Tsvangirayi Mukwazhi

Chuvas 

As Nações Unidas preveem consequências desses fenómenos sobre os meios de subsistência que têm como base a agricultura em países vizinhos como Moçambique, Eswatini, Lesoto, Madagáscar, Namíbia e Zâmbia.

No Zimbábue, Lowcock vai se reunir com representantes do governo, de organizações humanitárias e da comunidade diplomática. O país tem cerca de 5,3 milhões de pessoas que precisam urgentemente de assistência devido às chuvas irregulares e à crise económica.

Em território malauiano, Lowcock deve deslocar-se à área central de Salima, para encontrar pessoas afetadas pela temporada de escassez entre 2018 e 2019, bem como acompanhar a resposta da ONU e parceiros.

O chefe humanitário também deve se encontrar com representantes do governo e da comunidade internacional, no país onde cerca de 3,3 milhões de pessoas enfrentam níveis de crise ou emergência de insegurança alimentar nesta época de escassez.

FAO/Eddie Gerald
Maláui registou um aumento de 1,1 milhão de pessoas em grave situação de insegurança alimentar

Economia

O Índice Global de Segurança Alimentar de 2016 coloca o Maláui no lugar 105, entre os 113 países com o clima mais frágil do mundo.

A agricultura é a base da economia do país. O setor envolve grande parte da população rural, contribuindo com cerca de um terço do Produto Interno Bruto, PIB.

Desde 2015, os episódios consecutivos do El Niño tiveram impacto na segurança alimentar de mais de 8 milhões de pessoas.

 

 

 

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