“Potencial enorme” de Angola e Guiné-Bissau mencionado por alta funcionária humanitária  

15 fevereiro 2019

Em entrevista à ONU News, coordenadora das Nações Unidas na Líbia, Maria Ribeiro, abordou experiência dos dois países lusófonos onde já trabalhou; representante promove novo apelo humanitário em Nova Iorque.

A coordenadora humanitária das Nações Unidas para a Líbia, Maria Ribeiro, acredita que Angola e Guiné-Bissau têm um “potencial enorme” para o desenvolvimento. A representante falou à ONU News, em Nova Iorque, onde promove o financiamento para a crise líbia.

Após a experiência em contexto angolano e guineense, a responsável destacou o progresso nessas nações onde já trabalhou como funcionária das Nações Unidas.

Lusófonos

Maria Ribeiro, coordenadora humanitária da ONU na Líbia, by ONU News

Maria Ribeiro foi representante especial adjunta do secretário-geral na Guiné-Bissau entre 2014 e 2016. Em Angola, atuou como coordenadora e representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, entre 2010 e 2014.

A coordenadora destacou as riquezas e o potencial de Angola referindo-se a mudanças que o país teve nos últimos anos.

“Desde 2014, temos alterações e mudanças muito grandes ao nível político em Angola. Também trabalhei lá durante a guerra e Angola, para mim, é um país que conseguiu fazer uma progressão importante na paz. Claro que o impacto de 40 anos de guerra não se vai resolver de um dia para o outro. Esperamos que Angola possa retomar o seu caminho de progredir em relação à democracia e à participação dos cidadãos na vida do país e, sobretudo, na vida econômica do país.”

Guiné-Bissau

Sobre a Guiné-Bissau, que realiza eleições legislativas a 10 de março, Maria Ribeiro lembrou que “é um país que tem tido um historial muito difícil.”

“Não teve o tipo de guerra que aconteceu em Angola, mas teve uma instabilidade política continua durante muito tempo. Também acho que uma das coisas interessantes da Guiné-Bissau é os recursos enormes que o país tem, em termos de natureza, mas sobretudo os recursos humanos e a vontade do povo de conseguir avançar.”

A coordenadora explicou que uma das formas de analisar o progresso nestes dois países é usando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs.

Maria Ribeiro lembrou um plano feito na Guiné-Bissau quando era representante especial adjunta para atingir os ODSs que permitia ver “um potencial enorme” guineense.

Apelo

A chefe humanitária na Líbia divulga o novo Plano Humanitário que busca cerca de US$ 202 milhões para fornecer assistência a mais de 550 mil pessoas em situação de fragilidade no país em 2019.

De acordo com o Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, pelo menos 823 mil pessoas precisam de ajuda no país africano. Destas, cerca de 250 mil são crianças.

 

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