Indonésia: FAO ajuda agricultores e pescadores após terremoto e tsunami

5 novembro 2018

Programa de ajuda deverá chegar mais de 70 mil pessoas; meta passa por restaurar produção de alimentos e atividade pesqueira; perdas na agricultura continuam sendo avaliadas.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, lançou um programa para ajudar mais de 70 mil agricultores e pescadores indonésios.

A ajuda pretende mitigar os efeitos do terramoto e do tsunami que devastaram os seus meios de subsistência há pouco mais de um mês.

Ajuda

António Guterres visitou as zonas afetadas pelo terramoto e tsunami a 12 de outubro. , by Ocha/Anthony Burke

O terremoto mais mortal registado no país em mais de uma década, um tsunami e deslizamentos de terra arruinaram as casas e as terras das pessoas, causando perdas generalizadas de vidas e deslocamentos. Mais de 3 mil pessoas morreram ou desapareceram devido aos desastres que obrigaram mais de 200 mil pessoas a deixar as suas casas.

Nos próximos três meses, a FAO pretende ajudar 50 mil agricultores disponibilizando sementes de hortaliças, fertilizantes e pequenas ferramentas manuais, como pás e enxadas.

Outros 20 mil pescadores receberão kits de equipamento de pesca.

As famílias que vão beneficiar desta iniciativa vivem nas áreas mais atingidas: Donggala, Sigi, Palu e Parigi Moutong, na Província Central de Sulawesi.

A FAO também estabelece um esquema de assistência financeira para apoiar 4 mil mulheres grávidas e mães com crianças menores de cinco anos de idade, para que possam ter acesso aos alimentos nutritivos de que necessitam.

Recuperação

O representante da FAO na Indonésia, Stephen Rudgard, lembra que “as famílias em Sulawesi Central dependem muito da agricultura e da pesca. Para a maioria delas, esta é sua única fonte de alimento e renda."

A agricultura e os setores de pesca sofreram danos severos, mas a FAO teme que a extensão dos estragos seja maior e que os números aumentem assim que a avaliação completa seja realizada.

Estima-se que cerca de 10 mil hectares de terras agrícolas tenham sido danificadas, sendo as culturas de arroz e milho as mais afetadas.

A perda de produção de vegetais também é estimada como particularmente alta.

Riscos

Existe um alto risco de novas perdas de colheitas devido à redução do trabalho agrícola, perda de suprimentos agrícolas armazenados e acesso limitado a sementes, fertilizantes, ferramentas e irrigação.

Várias instalações pesqueiras e de aquacultura também foram gravemente danificadas ou perdidas. Entre as infraestruturas estão incubadoras de peixes, locais de desembarque, barcos e equipamentos de pesca.

 

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