Economia da África Subsaariana deve crescer mais de 3% em 2018

12 outubro 2018

FMI destaca ajustes de políticas e ambiente externo favorável como motivos que favorecem expansão; Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique na lista de países com dívidas; Angola tem destaque devido a uso intensivo de recursos. 

A economia da África Subsaariana deve registar um crescimento de 3,1% em 2018, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, FMI.

A recuperação económica da região deve continuar devido à combinação de ajustes na política interna e de um ambiente externo favorável, segundo as Perspetivas Económicas Regionais para a África Subsaariana.

Recursos

No ano passado, o crescimento na região foi de 2,7%. Angola e a Nigéria têm destaque entre economias com uso intensivo de recursos que continuam a crescer, acompanhando o ritmo acelerado de países que não absorvem muitos recursos.

Sede do FMI em Washington. Estados Unidos estão na frente do Top 10 dos destinos deste tipo de investimento.
Sede do FMI em Washington, nos Estados Unidos. , by IMF/Henrik Gschwindt de Gyor

O FMI recomenda aos governos da África Subsaariana que melhorem a qualidade da consolidação fiscal. O deficit em toda a região foi de 4,2% do PIB em 2017 e espera-se que baixe para 3,3% este ano.

O estudo coloca Cabo Verde e São Tomé e Príncipe entre os 15 países com risco de sobre-endividamento. Na mesma lista estão Burundi, Camarões, República Centro-Africana, Etiópia, Gâmbia, Gana, e Zâmbia.

Moçambique está em situação de endividamento tal como Chade, República do Congo, Eritreia, Sudão do Sul e Zimbábue. Nesse grupo, a dinâmica da dívida é reflexo de grandes deficits e depreciações cambiais.

Gestão da Dívida

A recomendação é que seja reduzida a dívida e melhorada a sua gestão para controlar os riscos.

O FMI destaca ainda que tensões comerciais entre Estados Unidos, outras grandes economias e a China podem provocar uma perda acumulada de 1,5% do PIB entre 2018 e 2021 em África subsaariana. 

O documento observa ainda que o crescimento regional a médio prazo de 4% é muito baixo. A recomendação é que a região crie mais 20 milhões de empregos por ano, para absorver os jovens que estão a entrar no mercado de trabalho.

O estudo recomenda ainda que seja estimulado um crescimento forte, sustentado e inclusivo e o aprofundamento da integração comercial e financeira com a Área de Comércio Livre Continental Africana.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud