Acnur garante reforço no apoio aos migrantes venezuelanos na Colômbia

9 outubro 2018

Em visita à fronteira colombiana, alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, disse que a comunidade internacional deve fazer mais para ajudar os milhares de venezuelanos que cruzam a fronteira.

O alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, afirmou que o ”fluxo constante de venezuelanos que entram na Colômbia cria grandes desafios para a satisfação das suas necessidades humanitárias."

Durante uma visita à Villa del Rosario, na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, Grandi garantiu que “o Acnur está comprometido em intensificar sua presença e assistência."

Migrantes

Grandi está de visita à América Latina, para atender às necessidades dos refugiados venezuelanos, bem como dos países que os abrigam. Outro objetivo é discutir abordagens regionais para lidar com o fluxo crescente de migrantes.

Desde 2015, perto de 2 milhões de venezuelanos deixaram seu país, quase 1 milhão está na Colômbia, , by Foto: Acnur/ Paul Smith

Segundo o Acnur, mais de 4 mil venezuelanos entram na Colômbia todos os dias, atravessando a Ponte Internacional Simón Bolívar.

Desde 2015, perto de 2 milhões de venezuelanos deixaram seu país. Quase 1 milhão está na Colômbia, onde o governo procura garantir que possam trabalhar legalmente e tenham acesso a serviços sociais.

Segundo o governo colombiano, cerca de 400 mil venezuelanos obtiveram já permissão para trabalhar legalmente.

No entanto, o representante do Acnur lembra que os venezuelanos que não conseguem legalizar a sua situação “são particularmente vulneráveis ​​à exploração, ao tráfico e à discriminação."

Crise

A insegurança, a violência, a falta de acesso a alimentos, a medicamentos e serviços essenciais, bem como a perda de rendimento devido à atual situação política e socioeconómica, são as razões que levam a este êxodo já considerado o maior de sempre da Amércia Latina.

Ajuda da Colômbia

Estou impressionado com os esforços da Colômbia em termos de documentação, alimentação, abrigo e a atenção de milhares de venezuelanos que chegam diariamente mas esta solidariedade extraordinária precisa de mais apoio internacional".

Próximo à Ponte Internacional Simón Bolívar, no lado colombiano da fronteira, centenas de venezuelanos esperam na fila para selar os seus passaportes. Para muitos, a entrada oficial na Colômbia marca o primeiro passo de uma longa jornada para outras partes do país, ou mesmo para o Equador ou o Peru, onde procuram um futuro melhor para si e suas famílias.

Nos próximos dias, o chefe do Acnur acompanhará o fluxo de venezuelanos na Argentina, Peru e Equador para avaliar as implicações regionais de suas necessidades humanitárias. Outra meta é discutir com os países anfitriões as melhores abordagens para uma resposta coordenada.

 

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