Primeiro-ministro de Israel diz que pediu inspeção de alegado armazém nuclear no Irã

27 setembro 2018

Na Assembleia Geral, chefe do governo israelita menciona renúncia do acordo nuclear pelos Estados Unidos; Benjamin Netanyahu disse que acordo nuclear aproximou Israel de alguns países árabes. 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse esta quinta-feira que o Irã teria um armazém de material nuclear secreto em Teerã. O líder do governo israelita discursava na Assembleia Geral, em Nova Iorque.

Netanyahu mostrou um mapa descrevendo o alegado local “como um depósito atômico secreto para armazenar enormes quantidades de equipamentos e material para o programa secreto de armas nucleares” do país.

Vídeos

O local, segundo ele, fica a 3 milhas do "prédio aparentemente inocente" onde Israel teria apreendido mais de 100 mil documentos e vídeos relacionados a armas nucleares alegadamente escondidos em cofres em fevereiro.

Netanyahu disse que pediu ao chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, que "faça a coisa certa e inspecione este armazém atómico imediatamente, antes que os iranianos terminem de limpá-lo."

Sanções

O primeiro-ministro de Israel mencionou ainda o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por renunciar ao acordo e pediu novas sanções da Europa ao país, como as que ele disse que o EUA deverão impor em novembro.

Netanyahu declarou que o acordo com o Irã teve pelo menos uma consequência não intencional e positiva ao aproximar Israel de muitos países árabes como, segundo ele, “seria inimaginável há alguns anos”.

 

 

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