Guiné-Bissau e ONU unem esforços para promover comunicação e governação

Bandeira da Guiné-Bissau. Foto: ONU/Loey Felipe

Guiné-Bissau e ONU unem esforços para promover comunicação e governação

Legislação e prevenção de crimes

Presidente do Tribunal de Contas destacou que país tem “um dos maiores índices de corrupção” do mundo; tema foi destacado em workshop que esta semana reuniu dezenas de delegados com o apoio das Nações Unidas.*

A Justiça da Guiné-Bissau apoia os esforços para melhorar a forma como várias instituições comunicam, em busca de maior controlo e transparência na governação.

As declarações foram feitas pelo presidente do Tribunal de Contas, Dionísio Cabi, durante a  conferência que esta semana abordou a corrupção na capital guineense, Bissau.

Crises

 “Foi um exercício extremamente importante para a Guiné-Bissau, visto a sua posição na lista dos países com maior índice de corrupção ao nível mundial, somada à problemática da crise económica e financeira que neste momento se verifica.”

O evento juntou mais de 60 delegados  até quarta-feira sob o lema “Apoiando o Combate à Corrupção na Guiné-Bissau”.

O representante especial adjunto da ONU, David Mclachlan-karr,  declarou que essa prática ocupa um lugar destacado no cenário político e social no mundo.

Fundos

 “A corrupção está presente em todos os países – ricos e pobres, do norte e do sul – países desenvolvidos e em desenvolvimento e que assume muitas formas, tais que subornos, fraudes, apropriações indevidas de fundos ou qualquer outro desvio de fundos por um agente público.”

Entre os temas destacados nos encontros estavam o regime de exploração dos recursos naturais, a propensão à corrupção e os mecanismos de transparência.

O evento também abordou a participação da sociedade civil e dos media na luta contra a corrupção, além de mecanismos de controlo financeiro, auditoria e gestão do orçamento estatal e independência do sistema judiciário face à corrupção.

*Reportagem de Enfamara Cassamá, do Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau.