Nações Unidas usam nova tecnologia para ajudar refugiadas sírias na Jordânia
BR

19 setembro 2018

ONU Mulheres e do Programa Mundial de Alimentos, PMA, querem promover empoderamento econômico para mulheres que vivem em acampamentos de refugiados; agências dizem que conflitos afetam o grupo de forma desproporcional.

Uma tecnologia que permite transferir dados com segurança deve apoiar refugiadas sírias que vivem na Jordânia. A chamada blockchain será usada pela ONU Mulheres e o Programa Mundial de Alimentos, PMA.

A meta é que a iniciativa “dinheiro por trabalho” seja usada nos acampamentos de Zaãtari e Azraq.

Transferências

Tradicionalmente, transferências de dinheiro são feitas para refugiados através de serviços de financiamento de terceiros, como bancos. As mulheres normalmente recebem as verbas mensalmente em dinheiro em uma data específica.

Com a parceria, as mulheres terão acesso direto aos fundos em contas que serão mantidas de forma segura na rede.

Através da tecnologia blockchain, as duas agências avaliam a possibilidade das mulheres terem acesso ao dinheiro diretamente nos supermercados parceiros do Programa Mundial de Alimentos, ou, pagarem pelo que comprarem diretamente.

Parceria

A nova parceria tem como base o projeto “Construindo Blocos” do PMA, que já fornece transferências em dinheiro através de um sistema com base no blockchain para 106 mil refugiados sírios na Jordânia. 

Para a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ncuka, “mulheres deslocadas e em situação de crise tendem a ter conhecimentos tecnológicos mais baixos que homens, e com frequência não têm acesso à tecnologia que é tão crucial nos dias de hoje.”

A representante disse que a parceria da ONU Mulheres com o PMA pretende mudar isso através do uso de tecnologia e desta forma promover mudanças nas situações mais desafiadoras.

A ideia do projeto é acelerar o progresso em direção ao empoderamento econômico das mulheres em larga escala.

Espírito Inovador

Já o diretor-executivo do PMA, David Beasley, disse que a agência irá explorar todas as formas possíveis de fornecer ajuda para as pessoas que precisam, do modo mais eficiente e eficaz disponível.

Para ele, o trabalho com a ONU Mulheres para ajudar refugiadas sírias é mais um sinal no espírito inovador da agência.

De acordo com Beasley, neste caso, a tecnologia será usada para promover um impacto ainda maior na vida das pessoas com quem a agência trabalha.

Para a ONU, mulheres em crises humanitárias são afetadas de forma desproporcional. Por causa de conflitos, muitas delas são forçadas a se tornarem chefes de família, assumindo ao mesmo tempo a responsabilidade de cuidar de seus filhos e famílias.

 

 

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