Aumento de confrontos já deslocou mais de 38 mil no nordeste da Síria BR

Campo de deslocados em Aleppo, na Síria, para habitantes de Afrin.
Acnur/Antwan Chnkdji
Campo de deslocados em Aleppo, na Síria, para habitantes de Afrin.

Aumento de confrontos já deslocou mais de 38 mil no nordeste da Síria

Paz e segurança

Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, estima que 4,5 mil pessoas tenham retornado as suas casas entre terça e quinta-feira; ONU afirma que que vários milhões precisam de assistência humanitária, incluindo 1,4 milhão de deslocados internos.

As Nações Unidas destacam esta quinta-feira o aumento significativo de ataques aéreos no noroeste da Síria nas últimas duas semanas. Na área, onde está situada a província de Idlib, vivem 3 milhões de pessoas.   

Pai e três filhos em Douma, na Síria, depois de regressarem de Al-Dwair.
Pai e três filhos em Douma, na Síria, depois de regressarem de Al-Dwair. , by Acnur/Vivian Tou’meh

Mais de 38,3 mil moradoresforam deslocados, onde ocorreram danos graves a hospitais, escolas e outros centros de prestação de serviços públicos.

 Acordo

O Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, estima que 4,5 mil pessoas tenham retornado as suas casas entre terça e quinta-feira após uma relativa diminuição nas hostilidades em dois distritos do oeste e do sul da parte rural de Idlib

A ONU afirma que que vários milhões precisam de assistência humanitária, incluindo 1,4 milhão de deslocados internos.

Entretanto, o enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, se reunirá com altos funcionários de: Egito, França, Alemanha, Jordânia, Arábia Saudita, Reino Unido e Estados Unidos nesta sexta-feira.

A informação é dada um dia depois do alerta da Comissão Internacional de Inquérito sobre a Síria com a dimensão dos acontecimentos na província de Idlib. A previsão é de uma catástrofe humanitária caso os esforços para um acordo negociado falhem.

Condições de vida

Na apresentação do novo relatório, a Comissão de Inquérito, presidida pelo professor brasileiro, Paulo Sergio Pinheiro, destacou as péssimas condições de vida de 1 milhão de refugiados em menos de seis meses após operações de forças pró-governo para recapturar o território controlado por grupos armados e organizações terroristas.