Estados-membros renovam compromisso na luta contra o terrorismo

26 junho 2018

Assembleia Geral aprova por unanimidade revisão da Estratégia Global Contraterrorismo; presidente do órgão disse que documento não é uma fórmula mágica e que cooperação internacional é crucial.

A Assembleia Geral aprovou esta terça-feira, por unanimidade, uma revisão da Estratégia Global Contraterrorismo.

Em discurso após a votação, o presidente da Assembleia Geral, Miroslav Lajcák, avisou que “não se pode subestimar esta ameaça”. 

Cooperação

Lajcák afirmou que esta estratégia “é tão crucial como sempre, mas não é uma solução global ou um manual de regras, porque o terrorismo é muito complexo”.

Segundo ele, esse problema “não está ligado a um país, religião ou etnia, varia em diferentes períodos, locais e grupos terroristas”.

É por isso, explicou o responsável, que uma resposta única nunca iria funcionar. Para ele, “cada país e governo tem de responder ao terrorismo da sua própria forma”.

Apesar disso, Lajcák acredita que um país sozinho não tem todas as respostas e é por isso que a cooperação internacional é vital.

Presidente da Assembleia Geral, Miroslav Lajcák
Presidente da Assembleia Geral, Miroslav Lajcák., by ONU/Eskinder Debebe

Ele diz que esta Estratégia Global, adotada em 2006, “permite definir objetivos comuns, prioridades e uma visão geral para o futuro”.

Nações Unidas

Lajcák também se referiu à ligação entre este tema e as Nações Unidas.

Segundo ele, o papel da organização nesta área “é complicado”. Ele lembrou que esta ameaça não existia quando a Carta das Nações Unidas foi assinada e que a organização teve de se adaptar rapidamente.

Ele lembrou o ataque de 11 de setembro, em Nova Iorque, dizendo que “foi a primeira vez que o mundo entendeu realmente a escala desta ameaça”.

Desde essa altura, explicou o responsável, a ONU “tem trabalhado para encontrar o equilíbrio certo e o seu papel”. Ele diz que este trabalho precisa continuar.

Ameaça

O presidente da Assembleia Geral terminou avisando que o mundo não pode subestimar esta ameaça.

Apesar das vitórias sobre o grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, serem bons sinais, ele lembra que “este é um tipo de guerra diferente”.

Segundo Lajcák, os terroristas “usam métodos que apenas podíamos imaginar nos nossos piores pesadelos, quebram todas as leis de humanidade e provam ser capazes de se adaptar a novos contextos e situações”.

Para responder a isso, ele acredita que é preciso “continuar atento, trabalhar em conjunto e partilhar capacidades e experiências”.

Lajcák terminou dizendo que a ONU precisa “enviar uma forte mensagem que não aceita, e nunca vai aceitar, o terrorismo internacional”.

 

Apresentação: Alexandre Soares

 

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