Guterres em África: “Não devemos permitir que o terrorismo prejudique o grande progresso”

10 julho 2019

Contraterrorismo e prevenção do extremismo são temas da conferência regional de alto nível que acontece em Nairóbi, Quénia; secretário-geral disse crer na liderança africana para desenvolver soluções africanas para problemas africanos.

Representantes internacionais estão reunidos na capital queniana, Nairóbi, na Conferência Regional de Alto Nível sobre Contraterrorismo e Prevenção do Extremismo Violento que Conduz ao Terrorismo.

Falando esta quarta-feira na abertura do evento, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que não se deve permitir que o terrorismo prejudique o grande progresso que está em curso no continente.

Secretário-geral António Guterres discursa na Conferência Regional de Alto Nível sobre Contraterrorismo e Prevenção do Extremismo Violento que Conduz ao Terrorismo. Foto: Pnuma/Duncan Moore

Recursos

Guterres disse que chegou o momento de a comunidade internacional intensificar e fornecer os recursos financeiros e técnicos necessários para apoiar os esforços contra essa prática que pertencem e são liderados por africanos.

O chefe da ONU pediu ainda que esses esforços respeitem plenamente os direitos humanos, o Estado de direito e as questões de género.

Guterres destacou que para derrotar o terrorismo é essencial que o antiterrorismo africano seja abrangente, bem financiado, apoiado pelo respeito pelos direitos humanos e sustentado por uma forte vontade política.

Essas regras também se aplicam às operações mandatadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

Prioridade

Para o chefe da ONU, África é prioridade da ONU e partilha metas como parte do cumprimento da Agenda 2063 da região, as metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a visão de uma África integrada, próspera e pacífica.

 Nesses esforços, Guterres reiterou a ação das Nações Unidas em colaboração com a União Africana e vários mecanismos de coordenação regional e sub-regional representados na reunião.

 Na conferência, que termina na quinta-feira, o secretário-geral disse acreditar na liderança africana para desenvolver soluções africanas para problemas africanos.

Guterres disse esperar que durante a conferência sejam criadas e reforçadas parcerias entre Estados africanos e entre a África e o resto da comunidade internacional para combater o terrorismo e o extremismo violento.

Pnuma/Duncan Moore
Secretário-geral António Guterres com o presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta.

Extremismo

O chefe da ONU revelou outras expetativas em relação ao evento: a necessidade de abordar de forma continua os que impulsionam e encorajam o extremismo violento que leva ao terrorismo e explorar como é possível enfatizar como incentivar soluções locais “de baixo para cima” para os desafios para lidar com as práticas.

O chefe da ONU pediu ainda mais atenção para os jovens com formas práticas de aproveitar sua criatividade, energia e poder para reforçar a resiliência contra o terrorismo e construir sociedades mais pacíficas, justas e inclusivas.

Guterres pediu que haja mais troca ideias sobre o apoio às vítimas e os sobreviventes do terrorismo e ponderação sobre como as Nações Unidas podem reforçar o seu apoio ao combate ao terrorismo junto aos Estados-membros africanos, organizações regionais e sub-regionais.

 

 

 

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