Desde 2013, Boko Haram já sequestrou mais de mil crianças na Nigéria

13 abril 2018

Unicef diz que grupo terrorista tem que retornar 100 meninas de Chibok, que ainda estão em cativeiro; agência menciona violência brutal e mortes recentes numa escola em Dapchi.

Integrantes do Boko Haram raptaram mais de mil crianças no nordeste da Nigéria desde 2013, revelou esta sexta-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Dimensão

A agência emitiu uma nota para marcar o quarto ano do sequestro de 276 meninas de uma escola secundária na cidade de Chibok lembrando que mais de 100 delas ainda não foram devolvidas às famílias.

No documento, que exige a libertação do grupo, o representante do Unicef na Nigéria destaca que o aniversário “lembra que as crianças no nordeste continuam sendo atacadas numa dimensão chocante”.

Violência Brutal

Mohamed Malick Fall afirma que as vítimas são alvos consistentes de ataques e estão expostas à violência brutal em suas casas, escolas e lugares públicos.

Refugiados nigerianos que fugiram da violência do Boko Haram. Foto: Irin/Anna Jefferys
Refugiados nigerianos que fugiram da violência do Boko Haram. Foto: Irin/Anna Jefferys

 

Recentemente, cinco menores perderam a vida numa escola em Dapchi, destaca o chefe da agência no país africano.  A cidade está situada a 275 km da escola de Chibok.

Violência

O representante considera que o mais recente episódio é uma indicação de que restam poucos espaços seguros para crianças no nordeste e que “nem mesmo as escolas são poupadas da violência”.

Para Malick Fall, esses ataques repetidos a alunos são inconcebíveis onde eles “têm o direito à educação e à proteção”, que é a sala de aula.

Pelo menos 2.295 professores foram mortos e mais de 1,4 mil escolas foram danificadas desde início do conflito no nordeste da Nigéria, há quase nove anos.

Escolas Seguras

A agência destaca ainda que grande parte desses estabelecimentos não reabriu por causa dos danos ou da insegurança persistente.

O Unicef sublinha ainda que as autoridades nigerianas assumiram o compromisso de tornar as escolas mais seguras e resistentes aos ataques e que a agência apoia a Declaração das Escolas Seguras.

Com o documento, o país se compromete a proteger escolas e universidades contra a violência e que estas sejam usadas para fins militares durante conflitos armados.

Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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