Relatório da ONU cita força desproporcional contra manifestantes na RD Congo

19 março 2018

Segundo documento, direito à liberdade e reunião pacífica foi violentamente reprimido no ano passado; tendência tende a se confirmar este ano; pelo menos 47 pessoas incluindo mulheres e crianças foram mortas em um ano.

Um relatório divulgado pelas Nações Unidas revela casos de violência a manifestantes na República Democrática do Congo. De janeiro de 2017 a janeiro deste ano, foram mortas 47 pessoas incluindo mulheres e crianças.

O documento registra assassinatos e violações sérias de direitos humanos devido ao uso excessivo da força por elementos de segurança em protestos de rua.

Corpos

Ainda segundo o levantamento, existem indícios de que serviços de segurança congoleses teriam tentando encobrir as violações ao remover os corpos das vítimas e obstruir o trabalho de observadores nacionais e internacionais.

O relatório foi publicado em parceria com o Escritório de Direitos Humanos e a Missão de Estabilização na República Democrática do Congo, Monusco.

Ambas as entidades apontam para falta de cumprimento de padrões nacionais e internacionais no uso da força por seguranças durante os protestos.

 A informação foi coletada durante seis dias de mobilização nos estados congoleses. Há relatos de que enquanto alguns manifestantes estavam armados com pedaços de pau e cabos de vassoura, a maioria das pessoas que saíram às ruas, estava demonstrando de forma pacífica.

Acordo

O uso letal da força por parte de autoridades é injustificado e desproporcional, de acordo com o documento.

O alto comissário para direitos humanos na ONU, Zeid Al Hussein, afirmou que o uso sistemático de repressão por parte das forças congolesas aponta para uma necessidade de uma investigação urgente de forma transparente e independente sobre as alegações de violações.

Já a chefe da Monusco na RD Congo, Leila Zerrougui, acredita que o relatório evidencia brechas de impunidade e uma continuação do encolhimento do espaço democrático no país, que está sendo observada desde o começo de 2015.

Zerrougui e Zeid pediram ao governo congolês que permita o livre exercício do direito dos manifestantes e alertaram que a repressão só causará mais frustração.

 

Apresentação: Monica Grayley

 

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