Ban condena assassinado dos estudantes israelitas raptados em Hebron
Agências de notícias disseram esta segunda-feira que os três jovens foram encontrados num poço; secretário-geral considera a situação altamente tensa.
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O secretário-geral das Nações Unidas condenou nos “termos mais fortes” o assassinato dos três adolescentes israelitas sequestrados a 12 de junho na Cisjordânia.
Nesta segunda-feira, agências de notícias citaram fontes militares de Israel a anunciar a descoberta dos corpos num poço perto da cidade de Halul, a norte de Hebron.
Cruzamento
Naftali Frenkel e Gilad Shaar, de 16 anos, e Eyal Yifrach, de 19 anos, foram vistos pela última vez num cruzamento perto de Hebron a seguir numa boleia para casa.
Após o seu desaparecimento, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi mencionado pelas agências a atribuir a responsabilidade pelo rapto ao Hamas. O grupo de milícias palestinianas negou o seu envolvimento.
Justificação
Em nota emitida pelo seu porta-voz, Ban Ki-moon realça que não pode haver nenhuma justificação para a morte deliberada de civis.
O chefe da ONU disse esperar que as autoridades de Israel e da Palestina trabalhem juntas para levar rapidamente os criminosos à justiça. Ban manifesta profundo pesar às famílias das vítimas.
Desconfiança
O secretário-geral disse acreditar que o que chamou de “ato hediondo de inimigos da paz” tenha por objetivo consolidar ainda mais a divisão e a desconfiança, além de ampliar o conflito. Ban realçou que não deve ser permitido que isso tenha sucesso.
Todas as partes foram exortadas a cumprir as suas obrigações sob o direito internacional e que se abstenham de quaisquer acções que possam escalar ainda mais a situação que considera “altamente tensa”.