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ONU pede calma à República Centro-Africana após renúncias políticas

Presidente interino e primeiro-ministro entregaram cargos na sexta-feira em meio a conflitos entre grupos cristãos e islâmicos; representante das Nações Unidas pediu eleições urgentes de equipe executiva de transição.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O representante das Nações Unidas na República Centro-Africana pediu calma após as renúncias do presidente interino e do primeiro-ministro, anunciadas na sexta-feira.

Em nota, o chefe do Escritório da Consolidação da Paz, Babacar Gaye disse que os membros do Conselho Nacional de Transição devem realizar eleições urgentes para uma equipe executiva interina.

Cúpula de Emergência

O presidente Michel Djotodia e o primeiro-ministro Nicolas Tiangaye entregaram os cargos em meio a confitos entre cristãos e muçulmanos no país africano.

Segundo agências de notícias, mais de mil pessoas morreram desde o início dos confrontos em dezembro.

A decisão de formar uma equipe executiva de transição foi tomada num encontro de cúpula de emergência com os chefes de Estado da Comunidade Econômica dos Países Centro-Africanos, que foi realizada na sexta-feira em Ndjamena, no Chade.

O representante da ONU na República Centro-Africana pediu ao povo e aos líderes do país que mantenham a calma e demonstrem maturidade após as renúncias.

Ele informou ainda que todo o Sistema das Nações Unidas está mobilizado, juntamente com agências parceiras, para atender cerca de 2 milhões de pessoas que precisam de ajuda urgente.