Nações Unidas querem informação sobre líderes detidos no Egito

Nações Unidas querem informação sobre líderes detidos no Egito

Pedido questiona base jurídica para manter o presidente deposto e seus apoiantes na prisão; uma semana depois, solicitação ainda não foi respondida pelo governo interino do país.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos pediu para saber qual é a base jurídica para manter o deposto presidente egípcio, Mohammed Mursi, e vários membros do seu governo detidos.

Em carta às autoridades interinas do país, Navi Pillay, exige informação sobre os nomes dos que foram presos após o derrube do governo da Irmandade Muçulmana como parte dos protestos iniciados a 3 de Julho.

Mandados

Em conferência de imprensa, realizada esta sexta-feira, em Genebra, o escritório de Pillay revelou que ainda não recebeu qualquer resposta dos egípcios, uma semana após o envio do pedido.

A alta comissária questiona à atual liderança se para efetuar as detenções foram emitidos mandados de prisão que justifiquem a continuidade do encarceramento.

Morte a Tiros

O escritório confirmou um encontro ocorrido, nesta segunda-feira com o embaixador egípcio em Genebra. A informação solicitada ao diplomata inclui o total de detidos nos eventos e depois de 3 de Julho.

As manifestações no Egito culminaram com a morte de pelo menos 50 pessoas a 8 de julho. O incidente ocorreu próximo de um quartel militar na capital, como parte da agitação que se seguiu à retirada de Mursi.

Comissão

Os dados pedidos pelo escritório incluem os termos de referência e a composição da comissão estabelecida pelas autoridades interinas para investigar os assassinatos.

A alta comissária também pediu permissão para implantar uma equipa no Egito que deve acompanhar as questões de direitos humanos.