Pioram a segurança e a situação humanitária no Iemén

31 outubro 2016

Alerta foi feito pelo enviado especial das Nações Unidas ao Conselho de Segurança; Ismail Ould Cheikh Ahmed afirma que ações no terreno vão contra os compromissos para o processo de paz.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Iémen foi o tema de uma reunião do Conselho de Segurança esta segunda-feira, com a participação do enviado especial da ONU ao país. Segundo Ismail Ould Cheikh Ahmed, a situação atual vai contra os compromissos firmados pelas partes em conflito, que têm em vista o alcance da paz.

O enviado afirma que a segurança está “terrível” e que a situação humanitária piorou, apesar dos esforços das agências a atuar no país. Ele mencionou um ataque ocorrido no dia 8 de outubro em Sana, quando quase mil pessoas estavam a prestar condolências em um funeral. O bombardeamento matou 140 civis e feriu 550 iemenitas.

Sem Cooperação

Cheikh Ahmed avalia que a “conduta das partes no terreno vai na contramão dos compromissos que fizeram para cooperar com o processo de paz mediado pelas Nações Unidas”.

O representante retorna imediatamente para a região, para iniciar consultas com os lados envolvidos no confronto. Ahmed passará por Sana, capital iemenita e Riad, na Arábia Saudita, com a intenção de alcançar um acordo. Mas o enviado da ONU lembra que é de responsabilidade das delegações priorizar a “paz ao invés de agendas partidárias”.

Crimes de Guerra

Os membros do Conselho de Segurança também tiveram a chance de ouvir as declarações do subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários. Stephen O’Brien participou por telefone e destacou que 80% da população do país precisa receber assistência.

O’Brien também pede investigações eficientes e independentes sobre crimes de guerra cometidos no país, que já vive um conflito há um ano e meio.

O acordo de cessar-fogo iniciado no dia 19 durou 72 horas, mas segundo as Nações Unidas, ambos os lados violaram a proposta de pausa nas hostilidades durante o período.

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