Empoderamento feminino “contribui para defesa contra extremismo violento”
BR

28 março 2016

Avaliação é da diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka; Conselho de Segurança debateu nesta segunda-feira o papel das mulheres na prevenção de conflitos na África.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realiza nesta segunda um debate aberto sobre o papel das mulheres na prevenção de conflitos na África. A diretora-geral da ONU Mulheres participou do encontro.

Para Phumzile Mlambo-Ngcuka, “o empoderamento das mulheres contribui para a defesa contra o militarismo e o extremismo violento” e requer “maior apoio e investimento”.

Desigualdade de Gênero

Segundo a chefe da agência da ONU, um estudo global sobre mulheres, paz e segurança no ano passado destacou que “os países com os menores índices de desigualdade de gênero têm probabilidade menor de recorrer ao uso da força”.

Phumzile Mlambo-Ngcuka citou ainda que, de acordo com a pesquisa, “a segurança das mulheres é um dos indicadores mais confiáveis da tranquilidade de um Estado e que os diferentes padrões de gastos das mulheres contribuem diretamente com a recuperação social pós-conflito”.

Contribuição Positiva

Ela destacou que nos últimos cinco anos foram criados centros de monitoramento e controle dedicados a mulheres na Guiné-Bissau, Libéria, Uganda, Quênia, Senegal e Serra Leoa, para monitorar e prevenir violência relacionada a eleições.

Segundo Mlambo-Ngcuka, sua contribuição positiva para eleições pacíficas levaram à replicação do modelo em outros países africanos.

Em períodos eleitorais críticos, estes centros treinam e enviam mulheres observadoras e monitoras e recebem e analizam centenas de relatos de violência ou intiminação, que são encaminhados para os locais apropriados.

Combatentes e Influência Familiar

Mlambo-Ngcuka afirmou também que uma pesquisa recente da agência da ONU indica que a influência mais importante na reintegração de ex-combatentes malianos são as mulheres em suas famílias e comunidades.

A chefe da ONU Mulheres citou ainda outros exemplos: programas que abordam a questão da lacuna de gênero no acesso à terra na região do Sahel;  organizações de mulheres trabalhando para identificar e prevenir a propagação da radicalização no Quênia; e as ações de centenas de mulheres mediadoras no Burundi trabalhando em todo o país para abordar conflitos locais e evitar a escalada das tensões.

O debate no Conselho de Segurança foi presidido pela ministra angolana da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado. O país tem a presidência rotativa do órgão no mês de março.

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